Atenção: esta crítica é para um filme que não recomendo. É tanto que resolvi contar o final do filme. Se você tem alguma esperança de assistir o filme e gostar, não leia ;).
Este domingo eu fui assistir a Paranoid Park, um filme digirido por Gus Van Sant, diretor que também dirigiu Elephant, e tirando um pequeno e belo detalhe particular (que não vou compartilhar com vocês) eu poderia dizer sem sobra de dúvida que ver este filme foi perda de tempo.
Paranoid Park conta a história de Alex, um adolescente, estudante e skatista que na sua primeira noite visitando uma praça muito popular entre os skatistas da cidade, o tal Paranoid Park do título, resolve ir na estação ferroviária acompanhado de outro freqüentador do local para pegar carona nos trens, em busca de emoção. Acontece que eles são vistos por um vigilante do local, e ao tentar não ser capturado, ele derruba o vigilante nos trilhos com um golpe de skate, e o trem que estava passando termina o serviço (a cena é a melhor do filme e é chocante - poderia muito bem estar no filme do Rambo).
A partir daí o garoto começa a ficar nervoso, paranóico e também a mentir para a família (com pais em processo de divorcio) e para a namorada (a bonequinha Taylor Momsen). Por fim, ele liga o whatever mode e fica num estado apático, a ponto de parecer um boneco invertebrado enquanto fazia sexo com sua namorada pela primeira vez (ao que parecia, apenas dela).
Pessoas, não me levem a mal quando digo que não recomendo este filme. Ele tem vários pontos positivos. É super bem dirigido, e é todo filmado de forma não-linear, mas mesmo assim funciona perfeitamente. Contudo, ele é um filme muito parado. Passei boa parte do filme na espectativa que algo interessante acontecesse. Que o policial Lu (interpretado por Daniel Liu) o identificasse como um suspeito, ou que sua namorada/família/amigo descobrisse. Mas nada disso acontece.
No final (e é aqui que eu conto o final do filme), quando Alex está no auje da culpa, uma amiga sugere que ele escreva uma carta, contando o que o aflige, e depois fizesse algo com ela. Desse a alguém, escondesse, ou mesmo a queimasse. O garoto passa o filme todo escrevendo a bendita (como disse, o filme é todo não-linear) e no final, ele a queima, e... o filme acaba. Sim, é isso mesmo. Nada acontece.
Este filme é o típico filme de festival, feito para ganhar prêmios. Tanto que foi premiado em Cannes e no Independent Spirit Awards, segundo o IMDB. Mas fora deles (considerando que você não seja aqueles pseudo-intelectuais chatos), é melhor que você procure uma boa sessão de algum filme pipoca, coloque o cerébro no automático e seja feliz.
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1. juan-o-salazar*
vc não entende nada de cinema cara, pois o filme é fantástico. mas gostei da expressão "whatever mode".
2. coisinha*
ai, eu gostei do teu comentario sobre o filme, concordo contigo (eu estudo cinema e não suporto o mundo dos pseudo-intelectuais) ,e tb gostei da ideia dessa tua pagina de escrever coisas q vc acha sobre assuntos q vc não entende, pq na real ninguem pode saber cem por cento de tudo mas ninguem quer dar o braço a torcer que não sabe de nada. virei tua fã hehehe
3. kharmanny*
gostei do filme e legal
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