Quem acompanha o mundo das séries já deve conhecer, ao menos de nome, a nova série do criador de LOST, JJ Abrams, chamada de Fringe. Estava esperando a estréia desta série com uma certa expectativa, pois seu plot lembra bastante uma série que me acompanhou por toda a adolescência. Me refiro à Arquivo X.
A palavra "fringe" refere-se à fringe science, ou "ciência de borda" . Ciência de borda seria a ciência que estar no limiar entre a ciência conhecida por todas as pessoas, e a pseudo-ciência e ficção científica. Ela lida com coisas tipo teletransporte, clonagem, mutações genéticas, eventos climáticos/temporais anormais, etc. Todo aquele papo de cientista louco também. Bom, só faltou os extraterrestres para termos um renascimento (ou cópia) de Arquivo X.
Em Fringe, acompanhamos as investigações de a agente do FBI Olívia Dunham (Anna Torv) que investiga os tais casos estranhos com a ajuda do Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista que passou os últimos 16 anos preso em um sanatório, e por isso não se pode dizer que seja um poço de serenidade e bom senso, e seu filho Peter (Joshua Jackson). Olívia recebe seus casos de Lance Reddick (Philip Broyles, o assustador Matthew Babaddon de LOST), que parece ser apenas um encarregado de um grupo maior e mais poderoso, como não poderia deixar de ser.
A série está marcada para estrear apenas em setembro, mas "misteriosamente o piloto da série vazou" para a internet, coisa que não está ficando incomum. E eu já assisti ao episódio, e posso garantir que estamos diante de uma nova e excelente série, que irá agradar tanto aos fãs de LOST quanto os antigos fãs de Arquivo X e todas as pessoas que apreciam uma boa ficção e mistério.
No primeiro episódio somos apresentados à protagonista e seu parceiro e caso amoroso. Ambos estão em um momento íntimo quando Olívia recebe uma ligação do Bureau, informando-a de um possível ataque terrorista químico a um avião de passageiros. Mais uma série de JJ Abrams que começa com um acidente aéreo. Seria uma nova marca registrada?
Sem querer me aprofundar demais na trama, um acidente durante a perseguição de um suspeito faz com que parceiro fique horrivelmente (aqui cabe uma ênfase no "horrível") ferido, e na busca de salvar seu amante, a faz procurar o Dr. Bishop, que foi acusado de matar seu assistente e de fazer experiências de ética questionável, e trancado como insano por 16 anos. Seu filho Peter é um gênio rebelde, não consegue se fixar em nenhum emprego. E ele é o tutor legal do seu pai, por isso teve que ser persuadido a ajudar.
No final do episódio, percebemos juntamente com a protagonista, que aquele acidente não é um caso isolado. Coisas insólitas estão acontecendo em várias partes do globo. Coisas que desafiam o conhecimento comum que as pessoas têm sobre ciência. E que existem forças interessadas nestes eventos. Forças que provavelmente serão opositoras. Temos a força que tem como máscara o FBI, temos uma grande corporação envolvida, e um grupo que não demonstrou a que veio, apenas colocou um dedinho do lado de fora da porta.
Uma coisa que eu achei estranho no episódio foi a trilha sonora. Como um apreciador de soundtracks de séries, eu reconheci muito bem várias trilhas que fazem parte de LOST. Pode ser que elas tenham sido colocadas a título de testes, e que quando o episódio for lançado oficialmente, seja substituída por uma trilha original. Mas acontece que a trilha de LOST encaixou muito bem em Fringe.
JJ Abrams é um cara esperto. Na crítica que escrevi sobre O Incrível Hulk, eu falei que era emociante ver o nascimento de um universo de quadrinhos no cinema. Tenho certeza que todas as séries de Abrams são interligadas, ao menos na cabeça dele. A idéia de ter um universo de séries unificadas esbarra no mesmo problema que a Marvel enfrentava com os estúdios de filmagem: cada série pertence a uma emissora diferente. Contudo, não é difícil de imaginar um crossover entre LOST e Fringe, pois muita da (pseudo)ciência mostrada por LOST é o alvo da investigação da agente Olívia.
Diferentemente da série dos Perdidos, em que a história é contínua e caminha diretamente para um desfecho, Fringe parece que irá seguir o formato de Arquivo X, onde cada episódio funciona como uma história única, e apenas alguns episódios por temporada desenvolvem a chamada mitologia da série.
O veredicto final é que esta série merece ser acompanhada com atenção. JJ Abrams está com crédito conosco.
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1. Dan[SM]*
Eu gostei dessa serie, assim como eu também gosto de Lost, mas por causa da minha preguiça e lapsos de memória eu não consigo acompanhar nenhuma delas XD
Eu nunca me interessei por Arquivo X, mas pretendo me redimir me esforçando para acompanhar Fringe.
Salve JJ Abrams!!
2. Vitor*
Essa série é fantástica. Depois do episódio 10, vira um VÍCIO!
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