Salve Amigos. Depois de ficar semanas sem dar notícia, retorno do mundo dos mortos (na verdade do mundo dos universiários-em-fim-de-curso-sem-computador). Fiquem com meu artigo sobre o competente desenho animado Hellboy Animated: sword of Storms.
Com o sucesso das franquias cinematográficas de super-heróis, os estúdios e editoras resolveram aproveitar e lançar seus personagens em várias mídias. Nos últimos anos tivemos vários lançamentos de longa metragens animados de super-herói saindo direto para DVD, seja para se aproveitar do vácuo deixado pela versão cinematográfica, ou para se aproveitar de algum destaque nos quadrinhos.
Por exemplo, Ultimate Avengers I e II, ambos lançados em 2006, e em nada se assemelham com The Ultimates, série em quadrinhos em que são supostamente (mal e porcamente) baseados. Se você não leu os excelentes quadrinhos, talvez estas animações sejam passáveis, mas caso contrário, é provável que se sinta ofendido, como eu me senti.
Felizmente com Hellboy a coisa é diferente. Apesar de não ser perfeito, é fiel ao material original e também é bastante divertido.

Na história, um professor de folclore japonês acaba topando com um pergaminho, que conta a história de dois demônios, os irmãos Trovão e Relâmpago, que assolavam o Japão naquela. Para salvar seu feudo, um Daymio oferece sua bela filha aos seres malígrinios, que prontamente aceitam.
Só que um samurai, que era apaixonado pela filha do Senhor Feudal, parte para resgatá-la, e derrota os dois demônios, que passam a ter seu espírito e poder aprisionados na espada do guerreiro. Contudo, o Daymio não fica nada contente, como todo japonês, dá muita importância a essa coisa chamada honra, e amaldiçoa o samurai e mata sua filha.
Só que o professor é possuído pelos espíritos dos demônios ou de alguém que os serve, e passa então a procurar a espada que aprisiona o poder dos mesmos.
A história é bem divertida e tem o clima das histórias em quadrinho do Hellboy. É bastante divertido vê-lo interagir (entenda-se lutar) com vários seres do folclore japonês.
Como pontos negativos, tem uma trama paralela com Abe Sapien e Liz Sherman, onde eles tentam impedir/retardar um dos vários dragões que irão despertar se os Irmãos Demônios forem soltos na terra novamente. São serem bem Cthulhianos, mas a trama é bem desnecessária e não afeta o final da história. Que é o outro ponto fraco, pois ele teve uma solução muito simples para um problema muito grande.
Mas no final o saldo geral é positivo, e se você for fã dos personagens criados por Mike Mignola, vai ter 1h17 de entretenimento garantido.
Abraços.
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Atenção, contém spoilers para quem não assistiu os três primeiros episódios da segunda temporada de Heroes.
Salvem amigos!
Finalmente depois de 3 episódios resolvi falar sobre a temporada nova de Heroes. Espero que semana que vem eu possa voltar às resenhas dos episódios normalmente.
Para quem pegou o bonde andando, Heroes é uma série de drama e ficção de bastante sucesso tanto nos Estados Unidos quanto aqui, que conta a história de algumas pessoas normais, que descobrem que possuem super-poderes. Esta série é exibida nos EUA às segundas-feiras (canal NBC), e no Brasil nos canais Universal Channel às sextas e também, em uma péssima versão dublada, na Record, aos domingos (aparentemente).
Estes três primeiros episódios foram bem competentes e conseguiram fazer com que eu tivesse ânimo para voltar a assistir à série, pois tinha perdido muito dele no final chocho da primeira temporada. Apesar disso tenho que falar que algumas atitudes dos personagens são arbritárias demais, seguidas apenas pelo bem do roteiro. Explicarei a seguir.
Com o encerramento da história passada (deter o assassino de pessoas com poderes, Sylar), uma nova história toma o lugar. Aliás, duas. Primeiro, temos um personagem misterioso que está assassinando os heroes mais antigos, começando pelo sr. Nakamura, pai de Hiro Nakamura.
Já no início da temporada a série ganhou mais uma acusação de plágio. Novamente, ela é acusada de plagiar Watchmen, uma das maiores obras de Alan Moore. Na primeira temporada, a ideia do vilão Linderman de explodir Nova York para unir o país foi acusada de ser fortemente inspirada na idéia do vilão Adrian Veidt.
Da mesma forma, Adrian Veidt também assassina vários hérois da velha guarda, fazendo com que Rorschach a investigar o caso.
Contudo, é preferível plagiar (ou homenagiar, segundo algumas pessoas) algo bom do que uma coisa ruim. Vamos ver se os roteiristas de Heroes tem cacife para transformar a idéia em uma história boa, sem desonrar a inspiração.
Secundariamente, vemos Mohinder investigando um vírus (que já tinha aparecido na primeira temporada, infectando a pequena Molly) que está matando as pessoas com poderes. A diferença é que agora ele está trabalhando para a Companhia. Ou será que não? ;-)
A maioria dos personagens retornou nesta segunda temporada, de um jeito ou de outro. Por exemplo, o DL foi pastar grama pela raiz, o que foi ótimo, pois seu personagem era muito chato.
Tanto Sylar quanto Peter "cabelinho-de-emo" Petrelli estão de volta. Eu não gostei muito da volta deles, pois são personagens poderosos demais, e eles são os culpados, em parte, pela exaustão dos poderes da série. Contudo, a forma como eles retornaram foi deveras interessante.
Mohinder, Bennet e Parkman continuam unidos na sua cruzada para derrotar a Companhia, pois ela não deixou de existir com a morte de Linderman. Eles também estão escondendo Molly. Bennet está ocupado tentando tornar sua família invisível, mas Mohinder e Parkman estão aparentemente morando juntos. 1 policial divorciado e um cientista indiano morando juntos e cuidando de uma menina? AHUAHUHAHAHUA. Poderiam usar esta cena para criar um spin-off cômico de Heroes.
Claire está se escondendo com família, fingindo ser uma menina normal. O que aparentemente é muito difícil para ela, pois aparentemente ela se tornou uma sado-masoquista, e qualquer situação é motivo para ela usar os poderes dela. Para mim, este é o principal defeito do seriado nesta segunda temporada. As decisões dela são arbritárias demais, tomadas unicamente para o bem do roteiro.
Outro personagens que toma decisões arbitrárias foi a Nikki. Seus poderes são totalmente ocultáveis, e aparentemente ela se livrou (ou fez as pazes) de Jessica. Além disso, é provavel que os poderes de Micah o façam ficar muito rico ou famoso, quando fosse mais velho. Não vi motivos para ela se envolver novamente com a Compainha simplesmente para obter uma "cura" para os poderes dela.
Hiro está no Japão feudal, e lá conhece seu herói de infância, o Kensei. Mas ele não exatamente muito heróico. Ando está amargando o afastamento do amigo, e acaba se tornando mais próximo do sr. Nakamura, inclusive testemunhando o seu assassinato.
Para completar a cota de personagens de minorias éticas, foram adicionados um casal de irmãos mexicanos gêmeos, Maya e Ajendro, que estão fugindo do México para procurar nos EUA pelo finado pai de Mohinder. Inicialmente eu pensei que seriam uma espécie de "super-gêmeos", onde seus poderes seriam complementares e só se ativariam quando estivessem juntos. E eu não estava totalmente errado. Maya aparentemente libera uma doença quando está ameaçada, matando todos que estão próximos. Seu irmão pode controlar a doença, fazendo com que o quadro seja revertido, inclusive reanimando os mortos (não como mortos-vivos, infelizmente). No terceiro episódio um outro personagem se juntou aos gêmeos, mas não tem muita informação sobre ele ainda.
Outro personagem novo foi o contato entre Mohinder e a Compainha, um cara com cara de mamão maduro, cujo nome eu não lembro. Ele tem o melhor poder de todos, ele transforma metal em ouro. Mas o poder dele parece tão conveniente para convencer Mohinder que dinheiro não será problema. Meu palpite é que ele irá morrer logo.
Kensei, que se revelou ser um extrangeiro, que foi abandonado na costa japonesa e conseguiu permanecer vivo, e foi ganha a vida sendo mercenário, ladrão, enganador, e outras atividades não condizentes com o que se espera de um herói. Hiro então resolve "consertá-lo" enviando para o caminho correto, nem que para isso tenha que matá-lo, ou ao menos tentar. Acontece que Kensei tem um poder também, e além de tudo, é repetido. É o poder de regeneração. Será que vão interligar o personagem à Claire, ou esgotaram todas as possibilidades de poderes?
Outro personagem novo com poder repetido é o namorado voador da Claire. Será outro filho não reconhecido do Nathan e na verdade Claire está namorando um meio-irmão? hiiii... Espero que não vire novela mexicana. heheh
Do time dos sem poderes, temos a família de criminosos que adotou o desmemoriado Peter. Aparentemente eles não possuem poderes (e espero sinceramente que continuem assim, Peter é um personagem que funciona melhor quando não está cercado de personagens com poderes), mas parece que a irmã do chefe esconde algo, além dos sentimentos que sente por Peter.
Outra personagem, parente de Mica (acho que é a bisavó), é uma velha conhecida dos fãs de Star Trekk. É a atriz que interpretava a tenente Uhura. Ela apareceu muito brevemente para qualquer impressão, mas espero que ela não tenha poderes de previsão do futuro, ou clarividência, pois isso seria muito, muito óbvio.
E finalizando, tem o personagem misterioso que está matando os heroes mais antigos. Se ele for o "chefão final" da temporada ou do arco, espero que seu poder seja muito, muito bom, a ponto de marcar o personagem realmente como uma ameaça. Como eu gosto de frisar, eles queimaram uma ficha muito boa logo no início, com o Sylar.
Pessoas, me desculpem o artigo gigante, mas é o resumo dos três primeiros episódios da primeira temporada de Heroes. Estive muito sem tempo para escrever as resenhas em dia. Vamos ver se agora normaliza. Até a próxima.
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Pessoas, desculpem o sumisso. Ficou parecendo que eu tinha abandonado o site, mas a culpa é da faculdade!
Esta semana fomos brindados com um novo episódio da série Heroes, cujo título é Fight or Flight (Lutar ou Fugir).
O foco deste episódio foi o reencontro de Matt Parkman com seu pai, que aparentemente é, além de responsável pelos pesadelos de Molly, o assassino que está matando os heroes da antiga geração.
O mais legal foi descobrir que os poderes de Matt não se restrigem apenas à leitura de mentes, e que ela tem outros níveis, segundo seu pai escroto. Por exemplo, o pai de Matt pode fazer com que as pessoas fiquem presas à uma "matrix" de sonho, sem notar a diferença entre a realidade e o sonho.
Tá explicado aquela cena da Angela Pretrelli dando golpes no ar como se estivesse sendo atacada por algo invisível. Contudo, o pai de Matt não me convenceu ainda. Com certeza ele está envolvido, e até pode ser realmente o assassino, mas ele está cumprindo ordens. Lembrem-se do sr. Nakamura, que morreu sendo derrubado do alto do prédio por um encapuzado, e o fato foi presenciado por Ando. A menos que o Homem do Pesadelo tenha se mantido escondido, enganou Ando e o pai de Hiro com o mesmo sonho, e ainda conseguiu enganar Kaito, que deve conhecer bem o poder do ex-companheiro...
Outro destaque foi a prima de Micah (hoje eu estou péssimo para nomes, não lembro o nome dela nem do pai de Matt) descobrindo os poderes. Eu cheguei a pensar que ela tinha os poderes de aprendizagem acelerada que a namoradinha de Hiro na primeira temporada tinha, mas na verdade ela é uma copiadora, assim como a personagem Eco, da Marvel. Ela aprende movimentos através da observação e os repete com perfeição, mas não os entende, nem pode fazer variações dos movimentos.
Peter continua desmemoriado, e está envolvido emocionalmente com aquela garota (irmão daquele cara... puts, esqueci o nome de ambos), a ponto de não querer saber do seu passado. Revela-se que quem estava mantendo Peter cativo era a Compainha, e eles enviam a gatinha da Kristen Bell, interpretando um personagem com poderes elétricos. Ela transformou o mafioso que estava mantendo Peter em uma árvore de natal. Prevejo um combate super poderoso em breve. Espero que este não deixe a desejar, como os da primeira temporada.
E finalizando, temos Suresh se afundando cada vez mais na Compainha. Ele se sentiu obrigado a levar Molly para eles, pois ela estava em coma e ele estava sem opções. Revemos também Nikki/Jéssica, que parte para cima de Bob sem motivo aparente. Ela é nocalteada e depois revela a Suresh que sofre de transtorno de múltiplas personalidades e que estava lá por vontade própria. Anotem o que eu digo: Nikki não vai demorar a morrer no seriado, ela já está meia jogada na trama. Esta questão de múltipla personalidade deveria ter se resolvido no final da primeira temporada.
Até o próximo episódio!
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O episódio desta semana foi excepcionalmente bom, com muita ação, e também uma dose de mistério. Não preciso avisar que o texto abaixo contém spoilers, certo?
Vemos Noah Bennet, juntamente com o Haitiano, visitando a Croácia, procurando um velho conhecido da Compainha, que por sua vez pode possuir pistas para o paradeiro dos quadros de Isaac. Uma das partes mais legais é a confirmação de que os poderes de alguns heroes possuem níveis, como se fossem personagens de RPG. Aparentemente o Haitiano pode apagar memórias específicas, e não apenas memórias recentes. Eu acho que ele sempre pode fazer isso durante o seriado, mas o personagem em questão pertence ao passado de ambos. Bennet também se mostra bem determinado, torturando o ex-treinador e resistindo à oferta ridícula do mesmo, e no final ainda passa chumbo nele.
A Claire continua com aquela vidinha de Malhação. Atualmente é a personagem mais jogada da trama. Não mostra ela fazendo nada de útil. Além do mais, continua tomando decisões totalmente abritárias. Combinar com o namoradinho voador para pregar um susto na Cherleader-mor da escola usando os poderes foi uma baita idéia de jegue.
Mohinder está realizando testes na nova personagem Monica, e batizou seu poder com um termo legal: memória muscular. Mohinder reafirma que é um personagem interessante ao brigar com Bob, que queria que ele injetasse em Monica uma variante do Vírus Shanti, com o suposto objetivo anular os poderes dela. Depois de emputecer e tentar partir, ele volta atrás porque a pequena Molly ainda está em coma (aliás, até parece ele sairia de lá sem problema nenhum, como se estivesse saindo de um emprego). Além do mais, Bob vai se desculpar, e dá Niki/Jessica como parceira para ele, e ambos ficam amiguinhos de novo. Aliás, tenho a impressão realmente que Niki não está mais no controle, e sim, Jéssica, ou mesmo outra personalidade. Eu a achei confiante demais, além do mais, Jessica é mais útil à compainha que Niki.
Monica no final, retorna pra casa com seus poderes, e ainda ganha de Bob-cara-de-mamão um Ipod lotado com todo tipo de vídeo: de artes marciais a culinária. Um presente e tanto. Eu acho Monica um personagem e tanto, e que (espero) dure bastante no seriado.
O motivo de Bob querer usar o vírus alterado em Monica é para testá-lo antes de possivelmente utilizá-lo para se defender de um novo personagem, ainda misterioso, chamado Adam Monroe. Não se sabe ainda a importância do mesmo para a série, Mas ele é um dos fundadores da Compainha (talvez seja o verdadeiro assassino, quem sabe?).
Gabriel Gray (a.k.a. Sylar) tem se mostrado um bom vilão, mesmo sem poderes. Aliás, eu já disse que ele está bem melhor assim, sem poderes, usando no lugar disso a lábia e a manipulação. Ele tem jogado para cima da carente da Maya, que inclusive aceitou matar a pedido dele, para que os dois mais o irmão de Maya (Alejandro) pudessem atravessar a fronteira dos EUA. Isso acabou causando uma briga entre os dois irmãos.
Qualquer experança de que Sylar estivesse se regenerando foi por água abaixo, quando este afirmou quando estava a sós com Alejandro que predentia matá-lo e usar o dom da irmã dele, de um jeito ou de outro. Cool!
Uma curiosidade interessante, notada por um dos visitantes do Jânio no tópico sobre o episódio, é que o carro utilizado pelo trio na verdade é o carro roubado da Claire. Legal. Improvável, mas legal. Isso provavelmente significa que Sylar voltará a se encontrar com Claire, mais cedo ou mais tarde. Aí talvez ela seja mais útil ao seriado.
Para mim, a parte mais interessante está sendo a visita de Hiro ao Japão Feudal, ajudando seu héroi de infância, Kensei, e sua namorada Yaeko, a cumprir o destino de Kensei. Acontece que Hiro idiotamente se apaixonou por Yaeko, e Kensei flagra Hiro tirando uma casquinha da menina. Naturalmente isso deixa o espadachim irado, fazendo com que este entregue o ferreiro, Yaeko e Hiro para o barba branca.
Jânio, no seu post sobre o episódio, levantou uma questão interessantíssima: e se Kensei na verdade não apenas regenerar, mas for imortal? E depois de tudo ainda mantiver rancor pela perda da sua amada? Isso pode explicar porque que o Hiro do Futuro ser tão bom espadachim, pois ele teria um inimigo imortal e rancoroso com 400 anos de manejo de espada atrás dele o tempo todo. Apesar de que passar 400 anos se remoendo por causa de uma única mulher ser um pouco exagerado, na ficção isso não é incomum. Lembrem-se do capitão do Holandês Voador, Davy Jones.
Peter Petrelli e a feia-bonitinha Caitlin partem para Montreal, atrás da assassina de Ricky e também de pistas sobre o passado de Peter. Chegando no local da pintura, ele encontra um bilhete endereçado à ele, e assinado pelo novo personagem misterioso, Adam. Lá, Peter ativa o poder Hiro, e acidentalmente leva ele e sua namorada para 1 ano no futuro, em Nova York (onde mais?). Lá, eles deparam-se com a cidade totalmente evacuada.
A cena automaticamente me lembrou do filme Extermínio, e também de um vindouro filme com Will Smith, I Am Legend (trailer aqui). Em ambos os filmes, uma praga dizima a população de grandes cidades (Londres e NY, respectivamente). Ela também transforma os infectados, mas isso não é importante para Heroes.
Fica evidente que a culpada pela evacuação de NY é Maya, com seu poder de deixar as pessoas com os olhos negros e depois matá-las. Seria muito legal se os mortos se levantassem como zumbis, mas eu acho que os roteristas não irão fazer isso.
Confesso que não estava tão animado com a nova temporada, estava acompanhando mais pela carisma de alguns personagens e também por um certo senso de obrigação. Mas este episódio foi realmente excepcional. Esperemos por novos episódios tão bons quanto este.
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Faz muito tempo que eu não escrevo sobre cinema, então para não perder o costume resolvi postar mini-resenhas sobre os filmes que eu vi (bem) recentemente:
Filme que tinha tudo para dar certo. É baseado em uma revista em quadrinhos com um bom roteiro, diferente dos demais filmes de vampiro. Mas ficou burro demais o resultado. Todo roteiro de filme de ação ou terror é sustentado através das decisões idiotas que os personagens tomam durante a trama. Mas a diferença entre um roteiro bom e um ruim é que no bom você acredita que a decisão escolhida pelo personagem é a única ou a melhor para a situação. Infelizmente não é o caso de 30 Dias de Noite, onde os personagem fazem atitudes idiotas apenas para o roteiro poder se desenrolar. Era como se eu tivesse um Homer Simpson no meu cérebro, martelando D'oh o tempo todo. Nota 5.
Um filme muito bom. Não é perfeito, mas não cometeu o erro do filme acima. Tem uma ótima cena tensa e boas cenas de ação. Will Smith está muito confortável interpretando o cientista Robert Neville, aparentemente o último homem imune a uma praga que dizimou toda a população da terra, e transformou os sobreviventes em monstros noturnos e irracionais. O Filme também conta com a participação de Alice Braga, que não fez feio, interpretando a brasileira Anna. Mas quem deu um show de interpretação e drama foi Samantha, a cadela de estimação de Neville. Para mim, só pecou em três partes. Uma delas é que os monstros, feitos totalmente em computação gráfica ficaram falsos. Pareciam que tinham sido extraídos de um video-game. Outra coisa que me incomodou foi o fato que um personagem não sabia quem era Bob Marley. Isso é quase uma impossibilidade científica. A outra coisa não irei revelar, pois faz parte do final. Mas digamos que é algo que aproxima o final de Eu Sou a Lenda do final de Sinais. Nota 7.
Menção Honrosa a Aliens Vs. Predador: Requiem, um filme que não vi, mas que não gostei. Não gosto de fazer isso, mas quando todas as pessoas que eu conheço, e todos os sites de cinema que costumo visitar falam mal do filme, isso significa alguma coisa. Nas palavras de um amigo meu, muito menos exigente que eu: 30 Dias de Noite foi ruim, mas AvP é muito pior.
Eu poderia escrever sobre mais filmes, mas isso vai ficar para próxima. Hoje é dia de carnaval aqui na cidade e eu vou para a rua, gastar um pouco do meu sedentarismo.
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Após nove meses de espera, finalmente um novo episódio de Lost. O início do fim. Será que a espera valeu a pena?
Sim, eu digo! Foi um episódio fenomenal. Lost tem a incrível capacidade de se reinventar a cada temporada. Os que acham Heroes melhor, que me desculpem, mas vocês são fanfarrões! E Heroes é muleque!
Este episódio que inaugura a quarta temporada, intitulado The Beginning of the End ("o início do fim", para quem não entende ingrêis), é centrado no gordinho do Hurley, interpretado por Jorge Garcia. Geralmente escanteado como coadjuvante, além de não ser possuídor de uma interpretação elogiável, mas neste episódio ele se superou, mostrando que seu personagem também possui capacidade para desenvolver um episódio sério e importarnte.
Este episódio possui duas linhas temporais distintas, mas como no último episódio da terceira temporada, a ação se passa no presente, com os sobreviventes animados com a eminente volta para casa, e no futuro, onde Hurley está de volta à clínica psiquiátrica, depois de ser perguido e preso pela polícia. Este Flash Forward se passa antes do Flash Forward do episódio final da terceira temporada, pois Jack não está barbado.
Os pontos levantados durante os 41 minutos e 50 segundos de puro entretenimento de qualidade foram:
Os seis da Oceanic: Quem lê spoilers já deve estar sabendo, que aparentemente só seis pessoas deixaram a ilha. Temos o Hurley, a Kate, o Jack. Os demais são desconhecidos, inclusive o presunto que estava dentro do caixão do episódio final da terceira temporada. Aparentemente estas seis pessoas fizeram um acordo com a Oceanic ou com alguém que ainda vai se revelar, e além de ganharem a liberdade ainda levam de brine um passe livre para voar de graça, em troca do silêncio e/ou cooperação.
Charlie voltou: mas apenas como uma alucinação que assombra Hurley. Aparentemente ele deseja falar algo a Hurley, alguma terrível verdade que com certeza Hurley já sabe, mas não quer admitir. Os criadores da série parecem que possuem uma espiritualidade muito forte, ou uma visão bem particular da loucura. Talvez as duas coisas.
O homem assustador: Aparentemente ele é funcionário da Oceanic Airlines, e veio oferecer ao Hurley a oportunidade de ir para um estabelecimento clínico da própria empresa. Ele não se mostrou a que veio ainda, mas acredito que veremos ele outras vezes.
Hugo deseja voltar para a Ilha: No final do episódio, Hurley e Jack se encontram, e Hurley pede desculpas por ter escolhido o grupo de Locke, e afirma que eles deveriam tentar voltar para a ilha. O que será que aconteceu no grupo de Locke que o fez ficar tão arrependido?
Já na ilha, Hugo se encontra com Jacob: Ou pelo menos, com a cabana dele. Ben Linus afirmou que apenas pessoas especiais conseguem ver Jacob. Então o gordinho se enquadra dentro destas "pessoas especiais". Ao olhar pela janela da cabana, Hugo vê o pai de Jack (apesar de não saber disso) e logo depois vê um olho lhe observando. Não tem como saber de quem era este olho, mas alguns especulam que seja Locke. Eu não acho, acredito que tenha sido Jacob.
A divisão dos sobreviventes em dois grupos: Isso estava programado para acontecer, pois já tinha conhecimento disso na primeira temporada, mas era apenas um boato. Os sobreviventes estão agora em duas frentes, uma delas liderada pelo Jack, que são os que esperam que o barco de Naomi os resgatem, e o outro grupo, liderado por Locke, que acredita que o barco só trará mortes e desgraças.
Jack está totalmente desequilibrado: Ou ele sempre foi uma pessoa totalmente desequilibrada. Durante a série, especialmente nos últimos episódios, temos sempre a impressão que o desequilibrado da ilha é o Locke, sempre disposto a acreditar em qualquer coisa. Mas na verdade é que Jack é tão ou até mais desequilibrado que Locke. Eu digo isso porque ele tentou matar Locke e só não o fez porque a arma estava descarregada. Para Jack, ele não poderia estar errado, nem Locke poderia estar certo. Jack é o herói, ele vai resgatar os sobreviventes. ELE!
E o episódio termina com um helicóptero lançando um dos colegas de Naomi de paraquedas, sob muita chuva. Sempre que algo importante vai acontecer, chove. O próximo episódio promete! Até Quinta-Feira então!
A sim, o episódio contou ainda com várias participações especiais e easter eggs, como a aparição do ex-parceiro de Ana Lucia, e também do ex-patrão do Hurley no Mr. Clucks.
Download do Torrent do episódio: Mininova
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Atenção, a crítica abaixo pode conter spoilers!
Cloverfield - Monstro (eita subtítulo spoilerento e besta este) pode ser descrito porcamente como uma mistura de Godzilla (o americano) com A bruxa de Blair. São dois filmes ruins, mas não é o caso de Cloverfield.
É uma comparação tosca, especialmente se quando se nota a diferença de orçamento: A Bruxa de Blair custou cerca de 30 mil dólares, enquanto que Cloverfield contou com 30 milhões. Comparar este filme com o horrível Godzilla, é muito difícil, pois tirando o fato de que os monstros destrói a cidade de Nova York em ambos os filmes, em Godzilla, o lagartão praticamente atua e só falta se apaixonar pelo protagonista, enquanto que em Cloverfield, o monstro é apenas uma força da natureza, um motivo para criar drama entre os personagens.
O filme conta a história de Rob, um cara que conseguiu um emprego massa em Tókio, e está de partida de Nova York. Só que noite em que seus amigos organizam uma festa de despedida, um monstro gigante ataca a cidade.
O filme tem um roteiro muito simples e até batido, mas funciona muito. Dificilmente funcionaria se fosse feito de outra forma. No início do filme, você até esquece completamente do monstro e passa a prestar atenção na história pessoal dos protagonistas. Quando você menos espera, BAM! As luzes falham e começam a ação.
Os grandes acertos do filme, IMO, foi a rápida indentificação com os personagens principais, a criação de uma atmosfera, onde você fica tenso, aguardando que algo aconteça, e o fato do monstro aparecer muito pouco. Isso evita que a espectativa desapareça e que os expectadores se acostumem com sua presença.
J. J. Abrams (criador de LOST) acertou de mão cheia em outro aspecto: os atores, todos desconhecidos. Como não têm caras conhecidas no filme, você assimilando de forma mais fácil o filme como uma gravação amadora de um evento fantástico. Outro ponto legal sobre os atores, na verdade os personagens, é que eles não são um bando de idiotas boçais.
Uma coisa que pode incomodar algumas pessoas é o balançar repetido da câmera de mão, o que pode causar enjôo em algumas pessoas. Mas particularmente isso não chegou a me incomodar.
Uma das minhas cenas preferidas (e são várias), é o momento em que os personagens estão cruzando o metrô, e eles são atacados por "pequenos" crustáceos do tamanho de um cachorro médio, que aparentemente são "pulgas" do monstrão principal (obs: a imagem ao lado não são dos bixos. Este é um animal real).
Cloverfield usou magistralmente a internet, divulgando vários sites virais para manter os nerds ocupados caçando pistas sobre o filme. Quando se trata de J. J. Abrams, isso não é novidade. Ele já utiliza esta forma de divulgação em LOST, com todos os jogos de realidade virtual, mobisódios, etc.
Abaixo você pode ver várias artes conceituais do monstro, que agora fica claro que só foram utilizadas para manter o interesse no filme, pois o monstro não parece com nenhum destes. Na verdade, depois que você assiste ao filme, dá para notar que o monstro (no final ele aparece com detalhes) é uma espécie de amálgama de partes de todos estes monstros.
Uma das minhas artes conceituais preferidas, apesar de que, se você prestar atenção ao cartaz vai perceber que um monstro deste tamanho só arrancaria apenas a cabeça da estátua da liberdade se fosse muito delicado. Acima e à direita você pode ver uma arte de uma das "pulgas" do monstro.
Outra versão do monstro.

Este ficou bem parecido com a versão mostrada no filme,que possuía braços semelhantes. Abaixo você confere um dos seus parasitas:

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Podem me chamar de fanboy, mas esta semana os fãs de LOST foram presenteados com outro excelente episódio, mais um indício que esta temporada tem tudo para arrepebentar.
Neste episódio, tivemos a volta dos flashbacks, mas não apenas de um personagem, mas de cinco. Fomos magistralmente apresentados a quatro novos personagens, que fazem parte da trupe da falecida Naomi.
Conhecemos Daniel Faraday, um físico (ao menos diz ser), que ficou estranhamente emocionado com a descoberta dos destroços do vôo 815 da Oceanic. Faraday é o mais misterioso dos novos personagens, pois seu flashback não diz muita coisa sobre ele. Ele me parece uma pessoa meia ingênua, meia altista até, quase como se vivesse em um universo à parte. Faraday nos brindou com uma afirmação deveras intrigrante, que a luz na ilha é difusa e peculiar. Será que Carlos Alexandre Monteiro está correto em sua teoria de que a ilha fica no interior da Terra?
Conhecemos também o Miles (ele não gosta de que gastem seu sobrenome), um medium que oferece seus serviços paranormais em troca de dinheiro. O cara não me pareceu um charlatão, mas uma coisa ele é: uma pessoa chata pra cacete. Contudo, é ainda muito interessante e intrigrante. Acredito que ele nos dará algumas respostas para os mistérios da ilha, que agora estão claros, são de natureza espiritual (e pseudocientífica), e não científica como inicialmente (bem inicialmente mesmo, no início de LOST) nos fizeram acreditar.
Charlotte Lewis, uma antropóloga que encontra vestígios de atividade DHARMA no meio do deserto da Tunísia. A quanto tempo aqueles restos de urso polar e coleira da Estação Hidra estarão ali? Eu aposto que algumas décadas... Provavelmente será esta a personagem que irá decifrar as mistériosas ruínas e o Pé Gigante de Pedra visto por Sayid?
Fomos apresentados também à Frank Lapidus, piloto do helicóptero que trouxe os quatro para a ilha. Aparentemente ele sentiu uma grande satisfação ao chegar na ilha. Talvez esta satisfação se deva por encontrar o fabuloso destino dos sobreviventes da ilha, que não estavam mortos afinal. Ou talvez ele esteja ali porque deseja se encontrar...
Por fim, ainda temos a oportunidade de ver Naomi com vida, em um flashback, onde ela contracena com o assustador Matthew Abbadon. Ela teria sido contratada pelo assustador homem de terno para prover a segurança dos membros disconexos de uma equipe tão incomum. Abbadon ainda afirma que não existem sobreviventes, e que cada membro do grupo tem um trabalho específico a cumprir. Se alguém ainda acreditar que Jack e Cia. caíram na ilha por acidente, por favor deixe o recinto...
E qual seria a missão prioritária deste grupo? Nada menos que capturar Ben Linus, o mentiroso manipulador e agora saco-de-pancadas oficial da ilha, que ganha uma nova importância, além de ser o detentor de muitos segredos da ilha. Qual será sua importância para Abbadon, e mais, para quem este trabalha? DHARMA? Indústrias Wildmore?
Por fim, Ben revela que possui um informante no navio cargueiro que trouxe os forasteiros...
Bom, os sobreviventes não se dividiram em dois grupos por qualquer motivo, e está claro que o ponto de atrito entre os dois grupos será Ben Linus, que será disputado pelos que querem utilizá-lo como uma moeda de barganha para poder sair da ilha, não importando o que isso signifique (Jack), enquanto o outro grupo pretende permanecer na ilha, para aprender seus mistérios ou simplesmente permanecer em paz com ela (Locke).
Aguardemos!
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Save amigos, chegamos ao fim de mais uma semana, e como não podia deixar de ser, eu estou aqui para cozinhar o juízo de vocês! Lembrando que este texto é totalmente spoilerento para quem não viu o episódio.
Sinceramente, está difícil apontar um "pior episódio" neste início de temporada. Três episódios excelentes em sequência. Se continuar mantendo este nível, esta temporada vai ser memorável.
Neste episódio, intitulado The Economist, ficamos sabendo que Sayid Jarrah é um dos que conseguiram sair da ilha, é um dos "6 da Oceanic". Aparentemente ele está gozando da gorda indenização da Oceanic, jogando golfe em algum lugar da Europa. Contudo, suas reais intenções era assassinar um tal de Sr. Avellino.
Na ilha, o rambo iraquiano faz um acordo com Frank Lapidus, garantindo a volta em segurança de Charlotte (que está em poder do grupo de Locke) em troca de ser levado para o barco deles. Interessante é que na hora de formar um grupo de resgate, ele deixou de fora Jack, pois ele pretendia resolver este problema sem derramamento de sangue. Lembrem-se que Jack chegou a apertar o gatilho contra Locke, que só se salvou porque a arma estava descarregada.
Também vemos Sayid se aproximar do corpo de Naomi, fechar seus olhos, e manipular uma pulseira, que possuia as iniciais R.G.
Também vimos um interessante experimento de Faraday, cujo resultado foi a descoberta de que o tempo na ilha difere 31 minutos do tempo do mundo "lá fora". Ainda não sabemos a extensão desta afirmação, mas Faraday afirmou que "não é nada bom", e (na minha opinião) provavelmente está relacionada com o não envelhecimento de Richard Alpert. Outra observação pertinente é que Frank Lapidus aconselhou Faraday a desligar o telefone caso Minkowski atendesse. Está evidente que Frank desconfia dele. Resta saber os motivos, pois ele não estava próximo para ouvir Ben Linus falar que tem um espião no barco.
Locke retorna ao local onde estava a cabana de Jacob, mas não a encontra. Ben joga veneno no grupo, afirmando que Locke está procurando alguém que possa lhe dizer o que ele deve fazer. Hurley questiona Lock, e este se irrita, reafirma sua autoridade, e isso pega muito mal para o resto do grupo... Vejo que em breve teremos problemas de instabilidade neste grupo, talvez o motivo da afirmação de Hurley no Flashforwad do episódio passado?
Novamente no Flashforward, vemos Sayid na Alemanha, procurando uma determinada rua em Berlim. Ele senta-se na mesa de uma bela jovem chamada Elsa, e conversa vai, conversa vem, e eles acabam marcando um jantar. Depois disso, ele telefone para alguém, afirmando que o contato foi feito, e depois joga o telefone no lixo.
Sayid inicia um romance com a moça, que apesar dos insistentes questionamentos da moça, ele não dá detalhes do "trabalho" que veio realizar em Berlim, apenas diz que ele ficou mais do que o tempo esperado porque o trabalho ficou mais difícil. Ficamos sabendo que Elsa possui um chefe, um economista, que quando precisa dela, a bipa com um... bip. Aparentemente ele é o alvo de Sayid, pois quando eles foram sair juntos, Elsa queria deixar o aparelho em casa, mas Sayid não deixou.
No dia em que o aparelhinho apita (aliás, curioso ela utilizar um bip, pois é um aparelho totalmente fora de uso - em Lost nada é por acaso), Sayid pede para Elsa deixe a cidade, pois irão atrás dela fazer perguntas, eles discutem, ela pergunta se ele irá matar o chefe dela, e então atira em Sayid, ferindo-o no ombro. Ela não era tão inocente assim, e estava envolvida na história (seja lá qual for) até o pescoço. Ela marca de se encontrar com o Economista, e então Sayid a mata com um tiro. Depois disso ele se levanta e tira dela um bracelete muito semelhante ao de Naomi.
Será que Elsa estava com o nome na lista de Sayid, ou simplesmente ela foi uma vítima? Bom, eu acredito que Sayid não iria arriscar um tiro se ele tivesse que matá-la de qualquer forma. Mas o alvo principal devia ter sido o economista, pois caso contrário ele simplesmente a teria matado na primeira oportunidade e seguido caminho.
Voltando para a ilha, vemos Sayid, Kate e o chato do Miles, invadem a otherville, mas a encontram vazia. Miles faz uma observação interesante, sobre os balanços, e perguntou se eles tinham crianças ali. Mas sabemos que aquelas construções são realmente antigas, da época da Dharma, e sim, havia crianças ali na época (Ben era uma delas). Eles encontram Hurley amordaçado em um guarda-roupa, que afirma que Locke surtou, o deixou para atrás e partiu, mas antes passando pela casa de Ben.
Lá, Sayid encontra uma porta secreta, onde vemos várias roupas, e uma escrivaninha com vários passaportes (inclusive um brasileiro) e muito dinheiro de vários países. Aparentemente ele fazia muitas excusões para fora da ilha.
Então eles são emboscados por Locke, que toma suas armas. Tudo era um plano, e Hurley fazia parte dele! James tranca Kate no quarto, e ambos discutem sobre se vale a pena sair da ilha. Aparentemente o trambiqueiro está farto de viver em sociedade, e permanecer (de preferência com Kate) começa a lhe parecer atraente. Uma mudança drástica e interessante no personagem.
Sayid e Locke discutem, e Sayid afirma que deseja ir para o barco para vigiar os recém-chegados e descobrir as suas intenções. Ben Linus ouve tudo. Então eles entram em um acordo e trocam Charlotte por Miles (HUAHUAUAHUA, não sei quem levou a pior, se foi Miles ou Locke).
Voltando ao Flashforward, vemos o ferido Sayid entrar em uma clínica veterinária, e ser tratado do ferimento pelo - OMG! - Benjamin Linus, que também saiu da ilha, e aparentemente é o chefe de Sayid. Ele coagiu o iraquiano a trabalhar como assassino para ele em troca da segurança de seus amigos. Agora só precisamos saber de que forma a segurança deles está sendo ameaçada.
Cara, eu sou um grande fã de Ben Linus. O cara é despresível, manipulador e mentiroso, mas ele rouba as cenas em que participa. E também não ficou claro qual o papel dele na série, apesar de que está evidente a sua importância. Será ele um mocinho, afinal?
No final do episódio, também somos brindados com uma imagem que provavelmente será emblemática na série, com o helicóptero se afastando da ilha, e Sayid observando aquela vastidão verde perdida em uma vastidão maior ainda de azul.
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Salve amigos, voltei! Este textículo está voltado de spoilers para quem não viu o episódio, ok?
Na crítica do episódio passado eu afirmei que estava muito difícil colocar os 3 primeiros episódios em uma escala de qualidade. Pois bem, este episódio eu posso classificá-lo como o pior da temporada, pois trata-se essencialmente de um filler,mas mesmo assim muito bom em vários vários aspectos. Por exemplo, este foi o melhor episódio centrado na Kate.
Para quem não conhece o termo, filler é um episódio criado unicamente para preencher os espaços vazios entre os episódios de continuidade da série.
Como de praxe, o episódio é dividido entre as cenas na ilha e as cenas do flashfoward (irei chamar de FF a partir de agora) de Khaterine Austen. Na ilha, vemos um John Locke cada mais desesperado por respostas, além de estar mostrando claros indícios que, diferentemente de Jack, Locke não nasceu para liderar. Vamos ver quanto tempo esta "ditadura" do careca irá durar.
Também descobrimos que o motivo real da Kate não ter voltado para Jack era que ela queria saber se as pessoas do Cargueiro sabiam quem ela era, e o que ela tinha feito. Eu só não sei como ela chegou a conclusão que conversar com o encarcerado Miles seria mais fácil que falar com Faraday ou Charlotte, que circulam livremente no grupo da praia (liderado pelo Jack). Talvez ela pense que Miles sabia de mais coisas do que os outros.
Miles afirma que ele só responderá as perguntas dela se ele puder conversar por 1 minuto com Benjamin Linus. Kate então recorre a James Ford (vulgo Sawyer), e ambos aplicam mais um golpe em Locke, conseguindo então juntar Miles e Ben. Neste momento descobrimos Miles não passa de um mercenário, um chantageador. Ele afirma que mentiria sobre Ben, afirmando que ele está morto para seus empregadores, caso Ben lhe desse 3,2 milhões de dólares. Ben ainda afirmou em tom de surpresa, "por que não 3,3 milhões, 3,4 milhões?", mas eu acho que esta pergunta foi pertinente. Será que Miler sabe da numerologia da ilha?
Ben pede algum tempo para pensar, e Miles lhe dá uma semana. A seguir Kate descobre que Miles sabe absolutamente tudo sobre ela, que ela é procurada por assassinato e mais uma penca de crimes, e que ela seria presa se ele falasse aos australianos sobre isso.
Depois, Locke chega fulo da vida, e a expulsa da vila, afirmando que ela deve partir pela manhã. James consegue escapar ileso, pois se fingiu de vítima, espertamente.
Também vemos na vila da ilha, em vários momentos, conversas entre Kate e James, onde James tenta convencê-la a morar na sua casa (afinal, comida em casa é sempre mais gostoso!), ou então conversando sobre a possível gravidez de Kate. Soou muito engraçado quando Kate afirmou que não estava grávida, e James quase soltou fogos de artifício por isso. E ela ainda pergunta "isso não seria tão ruim, seria?", e ele responde "é claro que seria, o que iríamos fazer com um filho?", AHUHAUHUAHUAHUA.
Na única, mas importante cena situada na praia, vemos o grupo de Jack preocupado com a falta de notícias de Sayid e do Brodah Desmond, que saíram com o helicóptero no episódio passado. Charlotte e Faraday estavam fazendo alguma espécie de experiência, onde Faraday era a cobaia e precisava adivinhar uma sequência de 3 cartas de baralho. Aparentemente a experiência não foi bem sucedida. Quando questionados se não existe outra linha de comunicação com o cargueiro, pois eles só estavam conseguindo estática, eles afirmam que existe outra linha, mas é apenas para emergências.
Eles ligam para o barco através desta linha e descobrem que o helicóptero não chegou ao barco. OMG! Ele não pode ter caído, pois sabemos que Sayid sai da ilha. Hmmmm, talvez o helicóptero tenha caído, mas o iraquiano se salva de alguma forma...
Agora vamos para a parte mais importante do episódio, por incrível que pareça. No FF de Kate, descobrimos (já sabíamos que ela tinha saído da ilha desde o episódio final da terceira temporada, lembram?) que ela está sendo julgada pelos seus crimes, apesar de ser rotulada como uma heroína mundial, que salvou a vida de 6 pessoas.
Descobrimos que Kate possui um filho, e que este filho aparenta ser muito importante, não só para ela, naturalmente, mas também para as pessoas em geral. O seu advogado deseja utilizar o menino para demonstrar o caráter de Kate, mas ela não permite. A mãe de Kate estava disposta a desistir de depor contra ela caso ela a deixasse ver o neto, e Kate negou. Qual será o problema disso em particular? Qual o mal que Kate poderia evitar esquivando um encontro entre avó e neto?
Outro destaque deste FF é o depoimento de Jack, onde ele afirma que Kate foi uma heroína, que sem ela, eles não teriam conseguido, bla bla bla. Neste momento Kate o interrompe. Será que ela teve que fazer algo tão terrível que ela não aceita receber a alcunha de heroína?
Jack é questionado pela acusação se ele ama a acusada, e ele responde: "não. Não mais". Mas ao mesmo tempo ele parecia muito emocionado.
No final, a acusação perde sua principal testemunha (era a mãe de Kate), e Kate consegue um acordo, mesmo a contra-gosto do seu advogado, onde ela fica em condicional por 10 anos, e não pode deixar o estado. Kate aceita, com o argumento de "eu tenho um filho para criar, não vou a lugar nenhum".
Quando Kate está deixando o tribunal pela porta dos fundos, e se encontra com Jack, que a parabeniza pela vitória, e pergunta se eles poderiam tormar um café. Ela pergunta se ele gostaria de ver o filho dela, e ele nega. Ela responde então que enquanto ele não pude ver o filho dela, eles não poderão tomar café juntos, e parte.
De novo, vemos que o filho de Kate possui uma grande importância para outro personagem da série, Jack, que parece evitá-lo.
Durante todo episódio somos levados a pensar por uma determinada linha, que Kate realmente ficou grávida de James, e que Jack não suporta a idéia dela ter tido um filho com o seu rival. Mas no final, há uma reviravolta completa nesta trama inicial. Não é um recurso novo em canto nenhum, muito menos em Lost. Mas nesta série, este recurso é utilizado com uma maestria sem limites.
Pois, ao chegar em casa e ir ver o seu rebento, Kate fala: "oi, Aaron". Neste ponto, sua cabeça explode. Ao se recuperar, lembramos das palavras dos produtores da série, que Aaron está diretamente à história da ilha, e percebemos então a sua importância, insinuada em vários momentos neste episódio.
Agora vamos especular as consequências desta revelação. Sabemos que Jack e Claire são irmãos. Se Jack não quer ver o próprio sobrinho, e Kate não aceita a alcunha de "heroína", e também não temos notícia de Claire, então só posso pensar que Clarie morreu ou não saiu da ilha, e que o motivo disso foi uma consequência de algo feito por Jack ou por Kate.
Outra coisa que não posso deixar passar é que, diferentemente de Hurley e Jack, a vida de Kate parece ter melhorado, depois de que ela saiu da ilha. Enquanto os dois querem voltar, ela tem um excelente motivo para ficar. Isso é até irônico, pois de todas as pessoas da ilha, ela seria a única que poderia perder algo (a liberdade), mas aconteceu justamente o contrário, e ela foi a que mais ganhou com a saída da ilha.
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