Atenção! Este texto pode conter revelações da trama!
Após uma pausa de um mês e meio, Fringe retorna explodindo nossas cabeças!
Como um excelente aperitivo antes do prato principal, Fringe re-estreiou na Terça-Feira, um dia antes da quinta temporada de LOST. Um episódio muito bom, muito corrido e com várias subtramas, mas ao mesmo tempo muito bem feito. Ele gira em torno do sequestro da agente Olívia Dunham, e posteriormente no assassinato de acadêmicos ligados à area de epidemiologia, e a ligação entre ambos.
Neste episódio somos apresentados a dois novos personagens, ou dois e meio, se preferir. Primeiro, conhecemos a irmã de Drunham, Rachel, que parece que veio para ficar algum tempo, e acompanhada de sua filha, além de obviamente os seus problemas. Também conhecemos o amigo que Broyles tanto defendeu no primeiro episódio, e que teve a carreira quase arruinada devido a uma investigação da Agente Drunham, e também ao fato de que ele usou de sua posição para assediar três subordinadas.
Acontece que, numa daquelas viradas do destino que costuma revoltar as pessoas que se dedicam ao progresso profissional, o elemento acabou sendo designado pelo pentágono como responsável direto pelas investigações sobre a Ciência de Borda. Então ele de certa forma é o chefe de Broyles agora, e ele vai se certificar que Drunham está fazendo seu trabalho direito. E com isso quero dizer que ele irá fazer da vida da agente um inferno usando diversos e refinados graus de filhadaputismo. De fato, a primeira impressão que tive dele era de que ele seria um Diretor-Assistente Walter Skinner, só que totalmente cínico e filha da puta.
Aliás, devo dizer que a cena em que este personagem é apresentado ficou muito bem construída. Tensa até o final, ela cumpriu com sucesso o trabalho de apresentar um antagonista e ao mesmo tempo nos fazer odiá-lo como se o conhecermos a várias temporadas.
Outra coisa que J. J. Abrams nos introduziu (êpa!!) foi uma nova dimensão na trama. Sim, pois se ficasse naquele esquema, de caso insolucionável solucionado pela equipe Drunham, a série não duraria até o episódio 10. Agora temos sérias dúvidas no papel de cada um na trama. Nos primeiros episódios tivemos um vislumbre disso, com Broyles se reunindo com Nina Sharp, personagem que pelo o que indicava, seria uma antagonista, mas atualmente, não sabemos se ela está diretamente envolvida com a Fringe Science ou se simplesmente ela está investigando os casos (meu palpite é: um pouco de cada).
Um ponto menor, mas ainda assim curioso, foi o Dr. Bishop tentando da sua maneira meio louca ser alcoviteiro entre Peter Bishop e Olivia Drunham. Normalmente eu não tocaria neste tópico. Num seriado normal, isso significaria exatamente o que mostrava, ou seja, Peter e Olivia ficariam de casinho. Mas em Abrams I trust, e tenho certeza que Fringe não caminhará para este clichê. De fato, fiquei sabendo por aí que Peter e Olivia teriam algum tipo de relacionamento, mas ele não seria convencional.
E por hoje é só pessoal. Cheers!
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Um dos grandes filmes do ano, para mim, foi Wall-E, uma das mais fantásticas animações da Pixar.
A animação abaixo faz parte dos extras do DVD de Wall-E, e tem como protagonista Burn-E, um dos robozinhos da nave Axiom. Mais especificamente um que ficou preso do lado de fora da nave ao tentar trocar uma lâmpada.
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FE-NO-ME-NAL. Se eu pudesse resumir o que achei de WALL-E em uma única palavra, seria essa. A Pixar conseguiu. De novo.
Sou um grande fã da Pixar, apesar de que (me envergonho em admitir) não assisti Carros ou Monstros S.A. Seu filme do ano passado, o Ratatouille, entrou facilmente no meu top de filmes, e agora WALL-E vai lhe fazer companhia.
O Cardoso e o pessoal do Judão está certíssimo. É horrível fazer crítica de filme bom. E WALL-E é excelente.
No filme, somos apresentados à WALL-E, acrônimo para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class. Ele foi o único que sobrou de uma frota de robozinhos que foram deixados na Terra, quando nosso planetinha azul fica tão poluído que os humanos são obrigados a abandonar o planeta em uma imensa nave de cruzeiro, a Axiom.
Com o passar dos anos, o robozinho acaba aquirindo consciência e sentimentos, além de uma intensa curiosidade para com objetos humanos, os quais ele coleciona, enquanto continua a sua eterna tarefa de limpar nossa bagunça.
Mas sua rotina muda quando ele encontra Eva (EVE, no original), uma robozinha enviada à terra pelos humanos com o objetivo de descobrir se a Terra já voltou a ser habitável. Logo, uma amizade e um amor começa a se desenvolver entre os dois.
Realmente não sei mais o que escrever, pois não quero estragar nenhuma cena do filme. É algo que realmente vale a pena ser conferido, de preferência acompanhado de alguém que você goste. O filme é basicamente uma comédia romântica estrelada por robôs, e nada mais natural que assistir um romance com a sua namorada.
Este filme foi uma aposta arriscada da Pixar. É um filme onde os protagonista não falam, e boa parte do filme não tem fala alguma. Este também foi o primeiro filme da Pixar em que aparecem humanos de verdade, curiosamente apenas em imagens do passado.
Mas graças aos céus a Pixar inova a cada novo filme, e este filme arriscado se tornou um grande acerto.
O filme também contém várias citações à cultura pop. Por exemplo, a Eva foi inspirada nos designs da Apple, a empresa que criou o Ipod e o Iphone (além disso um Ipod aparece no filme). Auto, o robô que pilota a Axiom é a cara do HALL 9000. Mas a maior citação e homenagem do filme é o próprio protagonista, uma amálgama, tanto em comportamento e em aparência, a vários ícones pop. Para terem uma idéia,vejam a montagem que fiz no dia em que cheguei do cinema:

Além de uma (bela) história de amor, o filme também consegue fazer uma ótima crítica social e ecológica. Segundo os responsáveis pela obra, o filme foi pensado antes de toda essa preocupação ecológica que está na moda no momento. Se foi isso, então ponto para eles, e azar o nosso, pois pelo jeito nosso futuro vai ser igual aos dos humanos que aparecem no filme.
PS: o já costumeiro curta-metragem apresentado antes do filme também é divertidíssimo. Ele chama-se Presto! e é sobre um coelho esfomeado que apronta com o mágico. Muito bom!
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Quem acompanha o mundo das séries já deve conhecer, ao menos de nome, a nova série do criador de LOST, JJ Abrams, chamada de Fringe. Estava esperando a estréia desta série com uma certa expectativa, pois seu plot lembra bastante uma série que me acompanhou por toda a adolescência. Me refiro à Arquivo X.
A palavra "fringe" refere-se à fringe science, ou "ciência de borda" . Ciência de borda seria a ciência que estar no limiar entre a ciência conhecida por todas as pessoas, e a pseudo-ciência e ficção científica. Ela lida com coisas tipo teletransporte, clonagem, mutações genéticas, eventos climáticos/temporais anormais, etc. Todo aquele papo de cientista louco também. Bom, só faltou os extraterrestres para termos um renascimento (ou cópia) de Arquivo X.
Em Fringe, acompanhamos as investigações de a agente do FBI Olívia Dunham (Anna Torv) que investiga os tais casos estranhos com a ajuda do Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista que passou os últimos 16 anos preso em um sanatório, e por isso não se pode dizer que seja um poço de serenidade e bom senso, e seu filho Peter (Joshua Jackson). Olívia recebe seus casos de Lance Reddick (Philip Broyles, o assustador Matthew Babaddon de LOST), que parece ser apenas um encarregado de um grupo maior e mais poderoso, como não poderia deixar de ser.
A série está marcada para estrear apenas em setembro, mas "misteriosamente o piloto da série vazou" para a internet, coisa que não está ficando incomum. E eu já assisti ao episódio, e posso garantir que estamos diante de uma nova e excelente série, que irá agradar tanto aos fãs de LOST quanto os antigos fãs de Arquivo X e todas as pessoas que apreciam uma boa ficção e mistério.
No primeiro episódio somos apresentados à protagonista e seu parceiro e caso amoroso. Ambos estão em um momento íntimo quando Olívia recebe uma ligação do Bureau, informando-a de um possível ataque terrorista químico a um avião de passageiros. Mais uma série de JJ Abrams que começa com um acidente aéreo. Seria uma nova marca registrada?
Sem querer me aprofundar demais na trama, um acidente durante a perseguição de um suspeito faz com que parceiro fique horrivelmente (aqui cabe uma ênfase no "horrível") ferido, e na busca de salvar seu amante, a faz procurar o Dr. Bishop, que foi acusado de matar seu assistente e de fazer experiências de ética questionável, e trancado como insano por 16 anos. Seu filho Peter é um gênio rebelde, não consegue se fixar em nenhum emprego. E ele é o tutor legal do seu pai, por isso teve que ser persuadido a ajudar.
No final do episódio, percebemos juntamente com a protagonista, que aquele acidente não é um caso isolado. Coisas insólitas estão acontecendo em várias partes do globo. Coisas que desafiam o conhecimento comum que as pessoas têm sobre ciência. E que existem forças interessadas nestes eventos. Forças que provavelmente serão opositoras. Temos a força que tem como máscara o FBI, temos uma grande corporação envolvida, e um grupo que não demonstrou a que veio, apenas colocou um dedinho do lado de fora da porta.
Uma coisa que eu achei estranho no episódio foi a trilha sonora. Como um apreciador de soundtracks de séries, eu reconheci muito bem várias trilhas que fazem parte de LOST. Pode ser que elas tenham sido colocadas a título de testes, e que quando o episódio for lançado oficialmente, seja substituída por uma trilha original. Mas acontece que a trilha de LOST encaixou muito bem em Fringe.
JJ Abrams é um cara esperto. Na crítica que escrevi sobre O Incrível Hulk, eu falei que era emociante ver o nascimento de um universo de quadrinhos no cinema. Tenho certeza que todas as séries de Abrams são interligadas, ao menos na cabeça dele. A idéia de ter um universo de séries unificadas esbarra no mesmo problema que a Marvel enfrentava com os estúdios de filmagem: cada série pertence a uma emissora diferente. Contudo, não é difícil de imaginar um crossover entre LOST e Fringe, pois muita da (pseudo)ciência mostrada por LOST é o alvo da investigação da agente Olívia.
Diferentemente da série dos Perdidos, em que a história é contínua e caminha diretamente para um desfecho, Fringe parece que irá seguir o formato de Arquivo X, onde cada episódio funciona como uma história única, e apenas alguns episódios por temporada desenvolvem a chamada mitologia da série.
O veredicto final é que esta série merece ser acompanhada com atenção. JJ Abrams está com crédito conosco.
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Atenção, a crítica abaixo pode conter spoilers!
Cloverfield - Monstro (eita subtítulo spoilerento e besta este) pode ser descrito porcamente como uma mistura de Godzilla (o americano) com A bruxa de Blair. São dois filmes ruins, mas não é o caso de Cloverfield.
É uma comparação tosca, especialmente se quando se nota a diferença de orçamento: A Bruxa de Blair custou cerca de 30 mil dólares, enquanto que Cloverfield contou com 30 milhões. Comparar este filme com o horrível Godzilla, é muito difícil, pois tirando o fato de que os monstros destrói a cidade de Nova York em ambos os filmes, em Godzilla, o lagartão praticamente atua e só falta se apaixonar pelo protagonista, enquanto que em Cloverfield, o monstro é apenas uma força da natureza, um motivo para criar drama entre os personagens.
O filme conta a história de Rob, um cara que conseguiu um emprego massa em Tókio, e está de partida de Nova York. Só que noite em que seus amigos organizam uma festa de despedida, um monstro gigante ataca a cidade.
O filme tem um roteiro muito simples e até batido, mas funciona muito. Dificilmente funcionaria se fosse feito de outra forma. No início do filme, você até esquece completamente do monstro e passa a prestar atenção na história pessoal dos protagonistas. Quando você menos espera, BAM! As luzes falham e começam a ação.
Os grandes acertos do filme, IMO, foi a rápida indentificação com os personagens principais, a criação de uma atmosfera, onde você fica tenso, aguardando que algo aconteça, e o fato do monstro aparecer muito pouco. Isso evita que a espectativa desapareça e que os expectadores se acostumem com sua presença.
J. J. Abrams (criador de LOST) acertou de mão cheia em outro aspecto: os atores, todos desconhecidos. Como não têm caras conhecidas no filme, você assimilando de forma mais fácil o filme como uma gravação amadora de um evento fantástico. Outro ponto legal sobre os atores, na verdade os personagens, é que eles não são um bando de idiotas boçais.
Uma coisa que pode incomodar algumas pessoas é o balançar repetido da câmera de mão, o que pode causar enjôo em algumas pessoas. Mas particularmente isso não chegou a me incomodar.
Uma das minhas cenas preferidas (e são várias), é o momento em que os personagens estão cruzando o metrô, e eles são atacados por "pequenos" crustáceos do tamanho de um cachorro médio, que aparentemente são "pulgas" do monstrão principal (obs: a imagem ao lado não são dos bixos. Este é um animal real).
Cloverfield usou magistralmente a internet, divulgando vários sites virais para manter os nerds ocupados caçando pistas sobre o filme. Quando se trata de J. J. Abrams, isso não é novidade. Ele já utiliza esta forma de divulgação em LOST, com todos os jogos de realidade virtual, mobisódios, etc.
Abaixo você pode ver várias artes conceituais do monstro, que agora fica claro que só foram utilizadas para manter o interesse no filme, pois o monstro não parece com nenhum destes. Na verdade, depois que você assiste ao filme, dá para notar que o monstro (no final ele aparece com detalhes) é uma espécie de amálgama de partes de todos estes monstros.
Uma das minhas artes conceituais preferidas, apesar de que, se você prestar atenção ao cartaz vai perceber que um monstro deste tamanho só arrancaria apenas a cabeça da estátua da liberdade se fosse muito delicado. Acima e à direita você pode ver uma arte de uma das "pulgas" do monstro.
Outra versão do monstro.

Este ficou bem parecido com a versão mostrada no filme,que possuía braços semelhantes. Abaixo você confere um dos seus parasitas:

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