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Crítica: 007 - Quantum of Solace

21 NOV 2008

Poster de Quantum of SolacePois é amigos, voltei, e comigo, as críticas cinemásticas habituais de sempre.

 Faz algum tempo que não ia ao cinema, pois o dinheiro anda curto, o tempo escasso e os filmes não estavam me despertando interesse... Mas ontem uma turma me chamaou para ir no cinema ver o filme novo do 007, interpretado por Daniel Craig, conhecido como o Tiririca Bond.

Esta resenha vai ser rápida como coceira de coelho. Primeiro porque eu estou matando trabalho para escrevê-la, e segundo, porque o filme não tem muito o que ser comentado. Devo avisar que não sou um grande conhecedor de James Bond, e tirando alguns fatos e personagens que são de conhecimento geral, eu sei de 007 quanto sei sobre o ciclo reprodutivo de macacos antropóides africanos.

Este filme é uma continuação direta do filme anterior, e mostra o James Bond mais feio de 3 universos parelelos buscando vingança contra o responsável pela morte de sua amiga, colega de trabalho ou peguete do filme anterior. Não sei responder com certeza o que ela era, pois não vi o filme. Possivelmente ela era os três.

O filme já começa com uma cena de ação, a obrigatória perseguição de carro, que por sinal é uma das melhores do filme. Percebe-se logo que o filme de James Bond está mais violento, "mais verossímil", mas nem um pouco realista.

Em determinado momento, James Bond recebe a ajuda de uma pela morena, que também busca vingança contra o assassino da sua família. O que pode ser melhor que fuzilar alguns bandidos ricaços acompanhado de uma morena? Eu digo, é fuzilar bandidos ricaços acompanhado de uma ruiva. Pena que esta não durou muito...

De uma maneira geral, o filme não passa de um filme de ação qualquer. Eu consigo imaginar Daniel Craig como um espião, pois ele é de uma aparẽncia (feia) bem comum, coisa que todo espião realista precisa ser. Mas na minha opinião ele não cai bem como James Bond, e não é reclamando da beleza, isso eu deixo para as mulheres falarem. É que simplesmente todo o filme não combina com o universo mirabolante de James Bond que conhecemos, com seus vilões com planos megalomaníacos e bugigangas.

O  enredo do filme é fraco e corrido, com vários furos que te fazem perder 1 segundo e perguntar: "como é que esse cara foi parar aí?", "Como eles fizeram isso sem chaamar atenção?, e outras. O filme termina em um complexo no meio do nada, construído convenientemente de forma que se uma das células de hidrogênio que alimentam o lugar explodir, irá iniciar uma reação em cadeia que irá detonar o prédio.

Finalizando, se você for ao cinema de graça, o filme pode ser um bom divertimento, basta apenas não ligar para os furos no roteiro. Mas não vale a pena o preço do ingresso, ou o aluguel do DVD. Melhor assistir na Tela Quente alguns anos depois.

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Crítica: WALL-E

07 JUL 2008

Poster de WALL-EFE-NO-ME-NAL. Se eu pudesse resumir o que achei de WALL-E em uma única palavra, seria essa. A Pixar conseguiu. De novo.

Sou um grande fã da Pixar, apesar de que (me envergonho em admitir) não assisti Carros ou Monstros S.A. Seu filme do ano passado, o Ratatouille, entrou facilmente no meu top de filmes, e agora WALL-E vai lhe fazer companhia.

O Cardoso e o pessoal do Judão está certíssimo. É horrível fazer crítica de filme bom. E WALL-E é excelente.

No filme, somos apresentados à WALL-E, acrônimo para Waste Allocation Load Lifter Earth-Class. Ele foi o único que sobrou de uma frota de robozinhos que foram deixados na Terra, quando nosso planetinha azul fica tão poluído que os humanos são obrigados a abandonar o planeta em uma imensa nave de cruzeiro, a Axiom.

Com o passar dos anos, o robozinho acaba aquirindo consciência e sentimentos, além de uma intensa curiosidade para com objetos humanos, os quais ele coleciona, enquanto continua a sua eterna tarefa de limpar nossa bagunça.

Mas sua rotina muda quando ele encontra Eva (EVE, no original), uma robozinha enviada à terra pelos humanos com o objetivo de descobrir se a Terra já voltou a ser habitável. Logo, uma amizade e um amor começa a se desenvolver entre os dois.

Realmente não sei mais o que escrever, pois não quero estragar nenhuma cena do filme. É algo que realmente vale a pena ser conferido, de preferência acompanhado de alguém que você goste. O filme é basicamente uma comédia romântica estrelada por robôs, e nada mais natural que assistir um romance com a sua namorada.

Este filme foi uma aposta arriscada da Pixar. É um filme onde os protagonista não falam, e boa parte do filme não tem fala alguma. Este também foi o primeiro filme da Pixar em que aparecem humanos de verdade, curiosamente apenas em imagens do passado.

Mas graças aos céus a Pixar inova a cada novo filme, e este filme arriscado se tornou um grande acerto.

O filme também contém várias citações à cultura pop. Por exemplo, a Eva foi inspirada nos designs da Apple, a empresa que criou o Ipod e o Iphone (além disso um Ipod aparece no filme). Auto, o robô que pilota a Axiom é a cara do HALL 9000. Mas a maior citação e homenagem do filme é o próprio protagonista, uma amálgama, tanto em comportamento e em aparência, a vários ícones pop. Para terem uma idéia,vejam a montagem que fiz no dia em que cheguei do cinema:

Chaplin + Jhonny5 + Et igual a WALL-E

Além de uma (bela) história de amor, o filme também consegue fazer uma ótima crítica social e ecológica. Segundo os responsáveis pela obra, o filme foi pensado antes de toda essa preocupação ecológica que está na moda no momento. Se foi isso, então ponto para eles, e azar o nosso, pois pelo jeito nosso futuro vai ser igual aos dos humanos que aparecem no filme.

PS: o já costumeiro curta-metragem apresentado antes do filme também é divertidíssimo. Ele chama-se Presto! e é sobre um coelho esfomeado que apronta com o mágico. Muito bom!

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crítica: Sex and The City, o Filme

15 JUN 2008

Poster de Sex and the CityProvavelmente os 1,2 visitantes assíduos deste blog devem pensar que eu esteja morto ou jogado em alguma sarjeta (não necessáriamente nesta mesma ordem). Mas a verdade é que estou tendo dias cheios e pouco tempo/saco para atualizar este cantinho da minha alma...

Bom, são 07:41 de uma manhã de domingo, e foi o tempo que encontrei para atualizar o blog (aff, precisor arrumar um tempinho para otimizar o blog e arrumar colaboradores... quem se candidatar levanta o braço o/).

 Sex and the City é um filme sobre quatro mulheres diferentes, que se comportam de maneira diferente em relação ao sexo, e também em sua relação com a cidade de Nova York. O filme é baseado em um seriado homônimo que nunca cheguei a passar os olhos. Então foi uma experiência cinematográfica ruim? Não, surpriendentemente eu me divertir com o filme, apesar de que ele tem algums falhas (como todo filme pipocão).

No filme, ficamos sabendo o que aconteceu com as protagonistas depois que a série acabou. Duas delas casaram, e outra mantém um relacionamento de 5 anos com um modelo profissional, em Las Vegas. A única que manteve mais ou menos o mesmo estilo de vida foi Carrie Bradshaw, mais por motivos profissionais, pois ela era autora da coluna (e também livros) Sex and the City, e para tal ela precisa naturalmente, se relacionar.

Mas aí um acontecimento abala a vida das quatro protagonistas: Carrie iria se casar com Mr. Big, um coroa boa pinta (êpa), vindo de 2 casamentos fracassados.

O filme cumpre seu papel de divertimento. Não posso dizer o quanto ele foi fiel à série, pois nunca vi nenhum episódio... Mas evidentemente o filme tem seu charme tanto para o público masculino, quanto para o feminino, apesar de que seja um filme feito para ELAS. É um divertimento extra ver o que as protagonistas estão vestindo, reconhecer marcas famosas. Além disso, o filme não faz cerimônia e mostra algumas cenas picantes e peitinhos (para a alegria dos marmanjões) e até um nu masculino frontal (por poucos segundos, felizmente). 

Mas o filme tem seus defeitos. Por exemplo, o comportamento das protagonistas parece mais de uma adolescente que de uma mulher de 40 e poucos anos. Muito infantil, e o filme se apoia nisso para caminhar. Bom, pode ser que este tipo de comportamento de adolescente fizesse sentido na série, mas ela acabou em 1998, e 10 anos depois (eu, pelo menos) esperaria um pouco mais de amadurecimento emocional por parte delas.

Mas o filme fechou bem a série, dando um desfecho às protagonistas. Estão falando em continuação, mas por favor, NÃO! O filme é bom, mas uma vez só já basta. Deixem a série terminar com um pouco de dignidade... Não terei o menor interesse em ver quase-sessentonas se comportando como garotinhas de 16 anos. :-)

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Homem de Ferro

10 MAI 2008

Homem de Ferro

Salve amigos! Esta crítica deveria ter saído a algum tempo, mas infelizmente ela vai agora mesmo.

Confesso que não dava muita bola para o alterego do Tony Stark nos quadrinhos. Esta situação foi mudando gradativamente, graças em parte a excelente mini-série Extremis, onde Starks utiliza uma tecnologia que altera seu corpo, fazendo com ele se tornasse uma espécie de deus das máquinas, podendo inclusive controlá-las à distância. Posteriormente, o destaque maior que o personagem ganhou no cenário principal da Marvel (chamado de Universo 616), na Guerra Civil e também se tornando diretor da Shield me fez um fã do Homem de Ferro.

Depois dos excelentes trailers, estava com uma expectativa bastante alta por este filme. Fiquei receioso de que a grande quantidade de material de divulgação estivesse anunciando um filme[bb]

Graças aos Deuses Nórdicos, a Marvel Studios nos presenteou com um grande filme, um filmaço! No filme acompanhamos Tony Stark, um Bilionário e gênio, dono de uma industria de armas e principal fornecedor do exército norte-americano. Após uma demonstração de uma nova arma, seu comboio é atacado por rebeldes afegões, e ele é sequestrado, ferido mortalmente e obrigado a construir um míssel Jericho.

Em vez disso, ele constrói uma armadura e a utiliza para fugir, mas durante o processo, seu colega de cela morre. Esta experiencia faz com que Tony mude sua política, e após o resgate, declara que sua empresa não irá fazer mais armas, o que deixa o seu sóci, Obadiah Stane, nem um pouco contente...

O diretor Jon Favreau foi muito feliz em sua adaptação. Conseguiu atualizar a origem do personagem (antes ele estava ligado à Guerra do Vietnam) e também conseguiu transferir a essência dos personagens. Muitos deles estão diferentes de suas versões quadrinísticas (o próprio Tony Stark está cheio de piadinhas e gags), mas ainda assim respeitam os personagens originais. Também acertou ao colocar a Pepper como quase par romântico do herói. Isso foi bastante respeitoso à história de ambos, pois Tony sempre foi apaixonado secretamente pela sua secretária, mas que foi infrutífero devido ao envolvimento profissinal de ambos.

O filme é redondinho, sua história começa e termina bem sem pontas para serem aparadas. Se for para eu citar pontos negativos do filme, eu poderia citar a passagem de tempo imprecisa no início do filme, quando ele está preso na caverna. Você pode acabar pensando que ele constrói a armadura em poucos dias, quando na verdade se passaram meses.

Outra coisa que eu não gostei muito foi da luta final, que poderia ser um pouco mais fodástica... Mas não chega a tirar o brilho do filme.

Outra coisa que ficou muito bom foram as três armaduras que aparecem no filme (MARK I, II e III) ficaram muito bem na tela grande.Aparentavam serem bem reais, terem substância e peso. Isto deve-se ao fato de que o diretor preferiu construir modelos físicos das armaduras, em vez de simplesmente fazê-las digitalmente.

O filme possui uma série de easter eggs para os fãs ficarem catando enquanto assistem. Temos citações ao Mandarim, à SHIELD, ao Máquina de Guerra, a já tradicional participação de Stan "the man" Lee (fazendo o papel do dono da Playboy[bb], hauhuahua), além de um gancho fenomenal depois dos créditos! Se a tela clarear antes dos créditos acabarem, batam o pé e exijam ver, pois é muito massa!

Agora, que venha o filme do Hulk! E do Thor! E o próximo Homem de Ferro! E do Capitão América! Avante Vingadores!

 

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Crítica: Lost, nono episódio da quarta temporada (s04e09) - The Shape of Things to Come

01 MAI 2008

quarto episódio da quarta temporada (s04e04) - Eggland

Salve amigos! Esta crítica do episódio está saindo muito atrasada, pois tive uma semana muito agitada. Tentarei ser breve, pois à esta altura do campeonato, uma crítica perde um pouco o sentido.

Bom, como de praxe (e eu estou cansando de repetir isso nesta temporada), o episódio está muito bom, excelente mesmo. Retorno triunfal de LOST após um mês de jejum, assim como um retorno triunfal de Benjamin Linus, e também do velho amigo LOSTzilla

O episódio teve uma pequena parte que se passa na praia[bb]. Jack estava pegando alguns antibióticos para tomar, pois não estava se sentindo bem, quando Vincent e Bernard descobrem um corpo na praia, com a garganta rasgada, que logo se revela ser o médico do navio que trouxe Faraday e Charllote à ilha. Jack pergunta quando foi a última vez que ele viu o médico vivo, e Faraday responde que "quando é relativo". Eles conseguem entrar em contato com o navio[bb] através de código Morse (o telefone via satélite tinha sido destruído), e após intervenção de Bernard, eles ficam sabendo que o navio afirmou que o médico estava bem. Pressionado, faraday confirma que eles não vieram à ilha para resgatá-los. Após ouvir isso, Jack passa muito mal, aparentemente com dores na barriga.

Mas onde o bixo pega mesmo, é na vila. Não vou entrar em muitos detalhes para não estragar a surpresa de algum desavisado que leia este texto antes do episódio. Basicamente os mercenários do navio, que haviam sequestrado Alex e matado a francesa e Karl, invadem a vila dos outros, matando vários camisas[bb] vermelhas (provavelmente todos que haviam sobrado), quase matam Claire com um tiro de bazuca (!), e fazendo uma coisa muito chocante, que deixa Ben sem qualquer ação. Depois desta cena, Ben some por uma passagem secreta e volta algum tempo depois, e tudo indica que ele estava invocando o LOSTzilla, atiçando-o para atacar os mercenários.

Eles fogem para a floresta, e Saywer, Claire, e Miles resolvem retornar à praia, enquanto que Locke e Ben irão se encontrar com Jacob. Por algum tempo eles apontam a arma um para o outro, disputando o Hurley, mas no final Hurley acaba com a briga decidindo ir com Locke. Nesta cena, James mostra mais uma vez que, apesar de fazer pose de bad guy e cafajeste, se preocupa com os amigos, pois ele ameaça Locke caso algo aconteça com Hugo.

No Flashforward, vemos Benjamin aparecendo do nada no deserto do Sahara, utilizando uma jaqueta com um símbolo da Dharma que ainda não conhecemos. A jaqueta aparenta ser utilizada para ambientes frios, o que não faz nenhum sentido aparentemente. Depois de dar cabo de dois beduínos, ele se hospeda em um hotel na Tunísia, e vê pela televisão uma reportagem sobre Sayid Jarrah, atualmente muito famoso como um dos Oceanic Six, retornando ao Iraque para enterrar sua mulher, que havia morrido (sim, aquela do FB, mas não lembro o nome). Ben então vai atrás de Sayid, ou de alguém que esteja seguindo o mesmo. Não vou contar tudo, vou dizer apenas que eu achei que o recrutamento do iraquiano ocorreu muito rapidamente, muito facilmente.

Mas o melhor fica para o final. Em Londres, Benjamin se infiltra em hotel de luxo e invade a cobertura, onde ele encontra um adormecido Charles Widmore. Ambos têm uma conversa deveras interessante, e para resumir o babado, vou deixar apenas alguns questionamentos:

  • Porque que Ben não pode matar Charles?
  • Que regras são essas que Charles mudou, e quem as criou?
  • Porque Charles diz que a ilha sempre foi dele e que Ben é um usurpador?
  • Ben disse que irá matar a filha de Widmore, mas Charles disse que ele nunca irá encontrá-la.

Caras, este texto fica por aqui. Eu tenho que aprender a resumir menos o episódio e expressar mais minha opinião, pois escrevi muito, e ainda assim sobrou muita coisa que poderia ser comentada. Mas isso fica para a próxima crítica!

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Crítica: Um Plano Brilhante

23 ABR 2008

Poster de Um Plano BrilhanteAntes de mais nada, Um Plano Brilhante (Flawless, no título original) é um bom passatempo, se você por acaso estiver enquadrado numa categoria que eu chamo de "escolhi-qualquer-filme-apenas-para-não-ter-ido-em-vão- depois-que-as-pessoas-com-quem-você-marcou-não-puderam-ir". Não é exatamente uma jóia (sacaram? Jóia, brilhante, diamente?), mas tem coisa muito pior por aí. Um filme de roteiro mediano, mas que prende sua atenção, estrelado por belo naipe de atores.

O filme começa com uma entrevista de Laura Quinn (a ainda gostosa Demi Moore) para uma matéria sobre mulheres que venceram na vida profissional em um ambiente dominado por homens. Então somos levados à Londres dos anos 50, quando a srta. Quinn trabalhava para a poderosa London Diamond Corporation, a maior empresa fornecedora de diamantes do mundo.

Em um mundo capitalista e competitivo, Laura era constantemente subestimada e passada para trás por seus colegas homens, não importando o quanto ela se esforçasse e fizesse hora extra. E numa destas horas extras ela convive com o fachineiro Sr. Hobbs (interpretado pelo Michael Caine), um simpático e manco velhinho inglês.

Mas logo ela percebe que o simpático velhinho não é nem um pouco inocente, e acaba envolvida em um plano, desenvolvido durante os 16 anos de serviço do faxineiro.

Apesar de parecer forçado que um idoso tenha um plano para roubar um dos lugares mais seguros do mundo (e realmente não deixa de ser), o filme faz parecer que a idéia do Sr. Hobbs irá realmente funcionar, apesar das complicações inesperadas, como a instalação de um circuito fechado de TV.

Contudo, o filme apresenta falhas em seu roteiro, quando percebemos que as intenções do sr. Hobbs não eram meramente gananciosas. Então a execução do plano, que parecia difícil mas não impossível, torna-se forçada e inacreditável.

O filme também conta com a presença de Lambert Wilson, o Merovíngio de Matrix, interpretando o inspetor Finch, requisitado para para desvendar o roubo.

Como frisei no início deste texto, o filme não é perfeito, mas consegue prender sua atenção até o final. Se vale o preço do ingresso eu não sei, pois não era o filme que pretendia assistir neste dia.

Até a próxima!!

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Resumão das últimas semanas

02 ABR 2008

Passei um tempo viajando, por isso fiquei impossibilitado de postar as críticas das séries e filmes assistidos durante as últimas semanas. Resolvi fazer um resumão rápido, apenas para não passar em branco.

JerichoPor exemplo, durante o tempo que eu estive fora, assisti todos os episódios que saíram na segunda temporada de Jericho, que estavam acumulados em algum lugar do meu HD. Jericho é o nome de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos que fica isolada do resto do país quando o mesmo sofre um ataque terrorista nuclear.

Inicialmente essa série parecia que tentaria seguir os caminhos de LOST, incluindo vários misteriozinhos, e um grande mistério na trama principal. Felizmente eles mudaram de idéia, ou teria sido um saco. Não é fácil fazer mistério, e a série evidentemente não estava conseguindo um bom ritmo. Contudo, ficamos sabendo que a série só teria uma temporada e depois seria cancelada. Então a história começou a se desenrolar em ritmo alucinante, virando uma série de ação. Isso tornou tudo muito mais interessante.

Então veio o final da série. Os fãs protestaram, e conseguiram que a série retornasse com mais 7 episódios, e se a audiência fosse boa, ela continuararia. Infelizmente não foi isso que aconteceu e a série obteve um público ainda menor que antes. A série ainda tem uma pequena chance de sobrevivência, caso ela migre da TV aberta para a TV a cabo.

Assisti a 6 dos 7 episódios, e posso dizer que ela manteve o bom nível dos últimos episódios da temporada passada, com alguns mistérios e também muita ação. O foco agora está no novo governo que se formou, e a compainha privada que está por trás dela. Tudo indica que esta compainha está por trás dos ataques nucleares.

Assistirei o episódio 7 e escreverei uma resenha completa sobre ele nos próximos dias.

Também saíram dois episódios de LOST durante esse período. Foram os dois últimos episódios antes de um hiato de 1 mês, quando a série voltará novamente com mais cinco episódios.

Bom, na verdade foram três episódios durante esse tempo que eu estava fora, pois não resenhei o episódio que saiu durante a semana que viajei. Mas foram 3 bons episódios. A série tem mantido seu nível de qualidade elevado, apesar de que (compreensivamente, devo dizer) nenhum deles é superior a The Constant.

Juliet e GoodwinEm The Other Woman, vemos um flashback de Juliet, e descobrimos mais um grau de filhaputice de Benjamin Linus. O olhudo tem uma fixação por loiras (provavelmente devido à sua fixação pela imagem da mãe), e por causa disso possui forte sentimento de "posse" por Juliet, a ponto de mandar o amante dela, Goodwin, para a morte certa. Na ilha, vemos a dupla Charlotte Lewis e Daniel Faraday, tentando desativar uma nova escotilha, a Tempestade, para impedir que Ben libere um gás que mate todos na ilha. Como falei acima, este episódio manteve o bom nível, apesar de que houve furos sérios na história. O primeiro é que Charlotte e Daniel preferiram agir na surdina em vez de pedir a ajuda dos outros, visto que a segurança de todos estava em risco. A menos que houvesse algo mais a se fazer na Tempestade que os outros não poderiam saber. O outro furo diz respeito a esse gás que mataria todos na ilha. Ele já foi liberado uma vez, no episódio de Ben. Mas como é que ele mata apenas humanos? Os animais não são afetados? Bom, existe substâncias que afetam negativamente os animais, mas não o homem (por exemplo, chocolate), e provavelmente deve haver algo que só afete humanos e deixe os animais em paz, mais isso é no mínimo mal explicado.

Túmulo de JinEm Ji Yeon, somos brindados com uma inovação na narrativa da série, o que tornou o final deste episódio muito bom, delicioso. Acompanhamos ao mesmo tempo um FB de Jin um FlashForward de Sun. O tempo todo pensamos que Jin está correndo para chegar a tempo ver o parto da mulher, mas no final descobrimos que a história de Jin se passava antes dele se casar e ele estava fazendo um serviço para o pai da Sun. No FF, descobrimos que Jin aparente morre, e Sun visita seu túmulo com Hurley e sua filha Ji Yeon, que nasceu fora da ilha. No tempo presente, vemos o encontro de Sayid e Desmond com o capitão do navio. Este informa aos dois que o navio é propriedade de Charles Widmore, e que eles estão em missão de capturar Ben Linus e descobrir porque ele teve tanto trabalho para encobrir o acidente do vôo 815. E no final, ainda descobrimos que o espião de Ben no navio é Michael, sob a alcunha de Kevin Johnson!

Finalmente, em Meet Kevin Johnson, ficamos sabendo o que Michael esteve fazendo fora da ilha e como se tornou espião de Ben. Michael estava muito depressivo e com a consciência pesada, pois revelou a Walt que matou duas pessoas para tê-lo de volta, e isso acabou afastando o garoto dele (ele está na casa da avó). Ele resolve então se suicidar em um acidente de carro, mas não consegue.Michael, AKA Kevin Johnson Depois, compra uma arma para tentar mais uma vez, mas antes que tentasse ele se encontra com Tom, que afirma que a ilha não o deixará morrer, pois ele tem algo a fazer. Ele dá seu endereço para o confuso Michael e parte. Michael vai de encontro a Tom depois de mais uma tentativa de suicídio mal sucedida, e descobrimos o que o Mr. friendly era o personagem homosexual da trama (nada de muito importante, apenas uma curiosidade). Então Tom apresenta provas de que Charles Widmore armou a farsa do acidente 815, que ele tem muito interesse na ilha e que caso ele a encontre, todos na ilha morrerão. Tom o convence a embarcar no navio, para sabotá-lo/afundá-lo. Lá, ele tenta armar uma bomba na casa de máquinas, que na verdade era falsa (era pegadinha do Malandro, RÁÁÁÁÁÁ!). Em uma transmissão de rádio Ben informa que quando está em guerra ele faz qualquer coisa para ganhar, exceto matar inocentes (e quem seriam estes afinal?). No final do episódio, Sayid revela ao capitão que Michael era o responsável por sabotar o navio e que ele era um espião. Mas o capitão não pareceu muito surpreso.

Este episódio mantevesse interessante, como os demais, mas não foi bem dirigido... Aconteceram muitas coisas com Michael enquanto ele estava fora da ilha, em um curto período de tempo. Mas tirando isso, é um ótimo episódio!

Também fui ao cinema duas vezes assistir a 10.000 A.C. e As Crônicas de Spiderwick.

10.000 A.C.10.000 A.C. é um filme absolutamente... qualquer nota! Totalmente dispensável. Espere passar na sessão da tarde. Ele conta a história da "primeira história épica de amor da humanidade". O personagem principal é um mamão que não faz nada o filme todo. Pelo menos duas vezes, os perigos simplesmente se jogam sobre sua lança quando se aproximam. Além do mais, as profecias fazem todo o trabalho pesado, deixando o garoto com a glória. O filme ainda apresentou uma curiosidade, mostrou a construção das pirâmides, coisa que não aconteceu a 12.000 anos atrás. É apenas um toque de fantasia do roteirista, que ainda colocou os construtores da pirâmide como sendo sobreviventes de Atlântida ou extraterrestres.

Crônicas de SpiderwickAs Crônicas de Spiderwick é bobinho, mas muito divertido. De fato, foi mais proveitoso vê-lo que o filme anterior. O filme conta a história de um garoto, que ao se mudar para a nova casa no meio de uma floresta, acha um livro que descreve toda sorte de criaturas fantásticas que vivem ocultas dos olhos humanos, por magia ou mimetismo. Então o garoto precisa se proteger e proteger sua família de um Ogro que deseja colocar as mãos no Tomo e utilizar seu conhecimento para obter poder. Este filme foi de certa forma uma surpresa, pois cheguei atrasado e não pude ver o filme que gostaria, e acabei entrando nesse. Arrume a desculpa de levar o filho, um sobrinho ou irmão para o filme, e assista-o sem compromisso nenhum, que será um ótimo passatempo.

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Crítica: Paranoid Park (um filme para NÃO ser visto)

04 MAR 2008

Poster de Paranoid ParkAtenção: esta crítica é para um filme que não recomendo. É tanto que resolvi contar o final do filme. Se você tem alguma esperança de assistir o filme e gostar, não leia ;).

 Este domingo eu fui assistir a Paranoid Park, um filme digirido por Gus Van Sant, diretor que também dirigiu Elephant, e tirando um pequeno e belo detalhe particular (que não vou compartilhar com vocês) eu poderia dizer sem sobra de dúvida que ver este filme foi perda de tempo.

 Paranoid Park conta a história de Alex, um adolescente, estudante e skatista que na sua primeira noite visitando uma praça muito popular entre os skatistas da cidade, o tal Paranoid Park do título, resolve ir na estação ferroviária acompanhado de outro freqüentador do local para pegar carona nos trens, em busca de emoção. Acontece que eles são vistos por um vigilante do local, e ao tentar não ser capturado, ele derruba o vigilante nos trilhos com um golpe de skate, e o trem que estava passando termina o serviço (a cena é a melhor do filme e é chocante - poderia muito bem estar no filme do Rambo).

A partir daí o garoto começa a ficar nervoso, paranóico e também a mentir para a família (com pais em processo de divorcio) e para a namorada (a bonequinha Taylor Momsen). Por fim, ele liga o whatever mode e fica num estado apático, a ponto de parecer um boneco invertebrado enquanto fazia sexo com sua namorada pela primeira vez (ao que parecia, apenas dela).

Pessoas, não me levem a mal quando digo que não recomendo este filme. Ele tem vários pontos positivos. É super bem dirigido, e é todo filmado de forma não-linear, mas mesmo assim funciona perfeitamente. Contudo, ele é um filme muito parado. Passei boa parte do filme na espectativa que algo interessante acontecesse. Que o policial Lu (interpretado por Daniel Liu) o identificasse como um suspeito, ou que sua namorada/família/amigo descobrisse. Mas nada disso acontece.

No final (e é aqui que eu conto o final do filme), quando Alex está no auje da culpa, uma amiga sugere que ele escreva uma carta, contando o que o aflige, e depois fizesse algo com ela. Desse a alguém, escondesse, ou mesmo a queimasse. O garoto passa o  filme todo escrevendo a bendita (como disse, o filme é todo não-linear) e no final, ele a queima, e... o filme acaba. Sim, é isso mesmo. Nada acontece.

Este filme é o típico filme de festival, feito para ganhar prêmios. Tanto que foi premiado em Cannes e no Independent Spirit Awards, segundo o IMDB. Mas fora deles (considerando que você não seja aqueles pseudo-intelectuais chatos), é melhor que você procure uma boa sessão de algum filme pipoca, coloque o cerébro no automático e seja feliz.

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Crítica: Lost, Quinto episódio da Quarta Temporada (s04e05) - The Constant

02 MAR 2008

 The Economist

Sabe, quando eu li, várias semanas antes, a descrição completa do episódio Eggland, eu percebi duas coisas. Uma é que o episódio seria muito bom, e a outra é que eu perdi uma boa parte da graça por ter lido aquele texto. Naquele dia em diante, eu não leria spoilers daquela forma. Talvez um ou outro, mas sempre em doses homeopáticas.

Esta decisão se mostrou acertada esta semana. Tomando emprestado o bordão nerd criad pelos colegas do Jovem Nerd, o final dos episódios 3 e 4 fizeram minha cabeça explodir. Mas este episódio, centrado no brodah Desmond, fez minha cabeça explodir várias vezes.

Este episódio começa no ponto em que o episódio The Economist termina (na parte referente à ilha), com Desmond, Sayid e Lapidus voando no helicóptero, em direção ao navio. Frank parece estar seguindo as instruções de Faraday, quando eles começam a sofrer problemas com o clima. Ao mesmo tempo, inicia-se o que parece ser um flashback de Desmond. Ele se encontra em um dormitório do exército, onde é acordado com a delicadeza que só alguém de patente superior pode fazer.

Contudo, há algo estranho. Aparentemente Desmond estava sonhando que estava voando em um helicóptero, em direção a um barco! Apesar disso, ele dá continuidade ao seu dia militar, e enquanto ele estava se exercitando no campo (detalhe, durante uma forte chuva. Não é a primeira vez que ela está presente num FB de Desmond), retornamos ao helicóptero. E... surpresa! Sua cabeça explode pela primeira vez. Desmond não reconhece Sayid ou Frank, e também não sabe onde está! Ele entra em pânico, e Sayid mal consegue controlá-lo. Por sorte, eles já estão bem próximos do barco, e conseguem pousar.

Uma vez que o helicóptero estava a salvo, Desmond é levado à enfermaria. Durante todo este período, sua consciência fica alternando entre o passado, quando ele estava no exército, e o presente, no cargueiro. Na enfermaria, o cada vez mais confuso Desmond se encontra com Minkowski, que está sofrendo do mesmo mal que ele.

Na ilha, Faraday explica que se Frank seguiu as suas instruções, ele não teria problemas em voltar para a ilha. Caso contrário, haveria complicações.

Com a ajuda de Frank, Sayid consegue chegar a Desmond e também ligar para seus companheiros na ilha. Lá ele fica sabendo que eles partiram a mais de um dia. Faraday fica muito interessado no estado de Desmond, e ao falar com o mesmo, pergunta onde ele acha que deveria estar e em que ano acha que está. O Brodah afirma que ele está em 1996 em um campo militar, no Reino Unido. Faraday então pede que Desmond o encontre em Oxford quando ele acontecesse outro flash, e que deveria dizer ao Daniel Faraday do passado para ajustar a máquina em 2.342 e 11Hz, e se caso ele ainda não acreditasse, afirmasse que ele "sabe sobre Eloise".

Neste momento sua cabeça explode pela segunda vez. Temos a confirmação de que Desmond (ou ao menos sua consciência) realmente viajou ao passado no episódio Flashs Before Yours Eyes.

Voltando a 1996, Desmond vai a Oxford e se encontra com um jovem cabeludo e talvez até mais amalucado, Daniel Faraday. Após um breve período de ceticismo por parte do nosso amigo físico (e após Desmond falar as informações dadas pelo Faraday do futuro), somos conduzidos a uma sala onde Faraday realiza experiências sem a aprovação de Oxford. Lá conhecemos Eloise, uma rata de laborário.

Faraday ajusta uma máquina estranha, que lembra aqueles secadores de cabelo, e bombardeia sua cobaia com uma radiação lilás, muito semelhante àquela liberada pela explosão da escotilha Cisne. A ratinha então parece ficar alguns segundos fora de si, e Faraday diz que ela não retornou ainda. Depois disso, a ratinha faz todo o percurso do labirinto onde estava sem errar nenhuma vez. E isso deixa Faraday muito animado. Desmond pergunta o porque isso é importante, e ele afirma que havia terminado a construção do labirinto pela manhã, e que só ensinaria Eloíse a terminá-lo daqui a uma hora. Isso significa que a consciência da ratinha viajou para o futuro. PAM PAM PAM PAAAAAMMMM.

De volta a enfermaria, os tripulantes do navio conseguem entrar na enfermaria, e retiram Frank e Sayid de lá, enquanto que Desmond tenta desesperadamente "voltar", mas sem sucesso. Neste momento Minkowski, que destava desfalecido, acorda, e afirma que antes de trancá-lo na enfermaria, ele era o oficial de comunicações do navio, e que existia uma chamada no painel que ele não poderia atender de maneira nenhuma. Estas chamadas estavam sendo feitas pela namorada de Desmond, Penelope Widmore.

Novamente em 1996, Faraday afirma que Desmond ficou "fora" por 75 minutos, e que quanto mais ele viajar no tempo, mais difícil será, pois no caso de Desmond, a progressão é Exponencial. Desmond então percebe que Eloíse está morta, e Faraday afirma que seu cérebro não aguentou as sucessivas viagens no tempo, vindo a falecer de um aneurisma cerebral. Desmond pergunta se acontecerá o mesmo com ele, e Faraday diz que possivelmente. A única forma de evitar este fim trágico era achar uma constante, algo que esteja presente no passado e que também esteja presente no futuro, e que permita que a consciência de Des a use como uma âncora. Ele pergunta se esta constante pode ser uma pessoa, e como a resposta foi positiva, ele tenta ligar para Penelope, mas o telefone dela está desligado, pois ela se mudou.

De volta ao barco, Desmond afirma que eles devem chegar a sala de comunicação, pois ele precisa falar com Penny. Minkowski afirma que o equipamento de comunicação foi sabotado, mas ele poderia consertar facilmente. Então Des o liberta. Sayid pergunta como eles saírão da enfermaria, mas Minkowski nota que a porta está aberta. Aparentemente eles tem um aliado a bordo no navio. Neste momento, Desmond nota que Minkowski está sangrando pelo nariz (um sintoma de aneurisma).

No passado, Desmond se encontra com Charles Widmore, pai de Penelope, que acaba de adquirir em um leilão o diário de bordo da primeira viagem do Black Rock, cujo conteúdo só era conhecido pelos membros da família Hanso. O sr. Widmore concorda em conversar brevemente com Des, e lhe fornece o endereço atual de Penelope, para que ela mesmo diga a Des o quanto ela o odeia. Depois disso, após Desmond tentar fechar a torneira aberta por Widmore, o flash acaba, e ele retorna ao presente.

Na sala de comunicação, Minkowski afirma que estes flash estão se tornando mais rápidos e piores. Desmond pergunta como isso foi acontecer com ele. Ele diz que estava entediado, e ele e um amigo (de nome Brandon) resolveram dar uma olhada na ilha. No meio da viagem, Brandon começou a agir descontroladamente e eles deram meia volta. Depois disso, Brandon morre e Minkowski se encontra na situação atual dele. Após este relato, ele desmaia novamente. Desmond nota que está em 2004, e Sayid comenta, enquanto conserta o rádio, que é véspera de natal. Des começa a sangrar pelo nariz. Minkowski então começa a estrebuchar, sangra mais, então afirma que não pode mais voltar, e morre.

Desmond acorda no banheiro do museu, com a pia transbordando. Após se refrescar na pia do banheiro, ele parte em busca de Penny. Penelope afirma que está tudo acabado para um aflito Desmond, e este pede o telefone para ela, e diz que não irá ligar para ela apenas após 8 anos. Apesar de relutante, ela informa seu número para ele.

De volta ao barco, Sayid pede o número do telefone, e Desmond informa o número de telefone de Londres. Após alguns minutos de uma conversa realmente emocionante (sério, eu quase chorei), ela diz que está procurando por ele a 3 anos, e confirma a conversa que ela teve com Charlie. Ela afirma que sabe da ilha, que pesquisou sobre o assunto, e que irá encontrá-lo. Ambos afirmam amor um pelo outro e logo depois a bateria descarrega. Após isso, Desmond agradece a Sayid. Ele está salvo e se lembra de tudo.

Na ilha, Faraday está olhando frenéticamente seu diário de 1996 e encontra a seguinte anotação: se algo acontecer comigo, Desmond será a minha constante.

Algumas observações sobre o episódio

Este episódio responde muito mais coisa que aparenta. Vou gastar mais algumas linhas de "tinta" para destacar algumas observações que podem ser feitas, mas que podem ser verdade ou não.

  • Está claro para mim que naquele estranho FB de Faraday, no segundo episódio, ele estava sofrendo desta viagem no tempo. Agora o motivo dele estar chorando é um mistério.
  • Outra coisa interessante, é que todos os sobreviventes sofreram algum grau de exposição à radiação, quando o primeiro pane da escotilha Cisne derrubou o avião. Claro que não é nada igual ao que foi experimentado por Desmond, Locke e Mr. Eko na explosão da escotilha. Mas e se os flashbacks mostrados nas temporadas passadas também fossem vistos pelos sobreviventes, mas interpretados por eles como sonhos ou apenas memórias que viessem à tona sem explicação? Seria uma forma fraca de "viagem do tempo de consciência". E o mais interessante é que muitos sobreviventes já haviam encontrados uns com os outros do lado de fora da ilha, mas quase sempre não se lembram uns dos outros. Ou seja, praticamente todo mundo é a constante de alguém, querendo ou não.
  • Eu acho que o motivo de Jack querer voltar à ilha, é para fazer uso deste fenômeno, e tentar consertar algum erro muito grande que ele, ou eles, fizeram no passado, enquanto estavam na ilha pela primeira vez.

Então é isso. É um episódio fantástico, que nos deu muito pano de fundo para especulação, algumas respostas e algumas portas para novas respostas. É interessante notar que muitas pessoas afirmam que nada mudou nesta temporada, e que LOST é uma série ruim, que perdeu o rumo, etc etc etc. Mas estas pessoas, estão enganadas. Nas palavras de um amigo meu, estas pessoas têm uma pré-concepção do que é bom, ou de como a série precisa terminar, e acham que qualquer coisa diferente da opinião delas é ruim. Só que seguir as idéias delas não é ser bom, é ser previsível. E previsível é algo que LOST não é. Felizmente para nós.

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Crítica: Lost, quarto episódio da quarta temporada (s04e04) - Eggland

23 FEV 2008

quarto episódio da quarta temporada (s04e04) - Eggland

Salve amigos, voltei! Este textículo está voltado de spoilers para quem não viu o episódio, ok?

Na crítica do episódio passado eu afirmei que estava muito difícil colocar os 3 primeiros episódios em uma escala de qualidade. Pois bem, este episódio eu posso classificá-lo como o pior da temporada, pois trata-se essencialmente de um filler,mas mesmo assim muito bom em vários vários aspectos. Por exemplo, este foi o melhor episódio centrado na Kate.

Para quem não conhece o termo, filler é um episódio criado unicamente para preencher os espaços vazios entre os episódios de continuidade da série.

Como de praxe, o episódio é dividido entre as cenas na ilha e as cenas do flashfoward (irei chamar de FF a partir de agora) de Khaterine Austen. Na ilha, vemos um John Locke cada mais desesperado por respostas, além de estar mostrando claros indícios que, diferentemente de Jack, Locke não nasceu para liderar. Vamos ver quanto tempo esta "ditadura" do careca irá durar.

Também descobrimos que o motivo real da Kate não ter voltado para Jack era que ela queria saber se as pessoas do Cargueiro sabiam quem ela era, e o que ela tinha feito. Eu só não sei como ela chegou a conclusão que conversar com o encarcerado Miles seria mais fácil que falar com Faraday ou Charlotte, que circulam livremente no grupo da praia[bb] (liderado pelo Jack). Talvez ela pense que Miles sabia de mais coisas do que os outros.

Miles afirma que ele só responderá as perguntas dela se ele puder conversar por 1 minuto com Benjamin Linus. Kate então recorre a James Ford (vulgo Sawyer), e ambos aplicam mais um golpe em Locke, conseguindo então juntar Miles e Ben. Neste momento descobrimos Miles não passa de um mercenário, um chantageador. Ele afirma que mentiria sobre Ben, afirmando que ele está morto para seus empregadores, caso Ben lhe desse 3,2 milhões de dólares. Ben ainda afirmou em tom de surpresa, "por que não 3,3 milhões, 3,4 milhões?", mas eu acho que esta pergunta foi pertinente. Será que Miler sabe da numerologia da ilha?

Ben pede algum tempo para pensar, e Miles lhe dá uma semana. A seguir Kate descobre que Miles sabe absolutamente tudo sobre ela, que ela é procurada por assassinato e mais uma penca de crimes, e que ela seria presa se ele falasse aos australianos sobre isso.

Depois, Locke chega fulo da vida, e a expulsa da vila, afirmando que ela deve partir pela manhã. James consegue escapar ileso, pois se fingiu de vítima, espertamente.

Também vemos na vila da ilha, em vários momentos, conversas entre Kate e James, onde James tenta convencê-la a morar na sua casa (afinal, comida em casa é sempre mais gostoso!), ou então conversando sobre a possível gravidez de Kate. Soou muito engraçado quando Kate afirmou que não estava grávida, e James quase soltou fogos de artifício por isso. E ela ainda pergunta "isso não seria tão ruim, seria?", e ele responde "é claro que seria, o que iríamos fazer com um filho?", AHUHAUHUAHUAHUA.

Na única, mas importante cena situada na praia, vemos o grupo de Jack preocupado com a falta de notícias de Sayid e do Brodah Desmond, que saíram com o helicóptero no episódio passado. Charlotte e Faraday estavam fazendo alguma espécie de experiência, onde Faraday era a cobaia e precisava adivinhar uma sequência de 3 cartas de baralho. Aparentemente a experiência não foi bem sucedida. Quando questionados se não existe outra linha de comunicação[bb] com o cargueiro, pois eles só estavam conseguindo estática, eles afirmam que existe outra linha, mas é apenas para emergências.

Eles ligam para o barco através desta linha e descobrem que o helicóptero não chegou ao barco. OMG! Ele não pode ter caído, pois sabemos que Sayid sai da ilha. Hmmmm, talvez o helicóptero tenha caído, mas o iraquiano se salva de alguma forma...

Agora vamos para a parte mais importante do episódio, por incrível que pareça. No FF de Kate, descobrimos (já sabíamos que ela tinha saído da ilha desde o episódio final da terceira temporada, lembram?) que ela está sendo julgada pelos seus crimes, apesar de ser rotulada como uma heroína mundial, que salvou a vida de 6 pessoas.

Descobrimos que Kate possui um filho, e que este filho aparenta ser muito importante, não só para ela, naturalmente, mas também para as pessoas em geral. O seu advogado deseja utilizar o menino para demonstrar o caráter de Kate, mas ela não permite. A mãe de Kate estava disposta a desistir de depor contra ela caso ela a deixasse ver o neto, e Kate negou. Qual será o problema disso em particular? Qual o mal que Kate poderia evitar esquivando um encontro entre avó e neto?

Outro destaque deste FF é o depoimento de Jack, onde ele afirma que Kate foi uma heroína, que sem ela, eles não teriam conseguido, bla bla bla. Neste momento Kate o interrompe. Será que ela teve que fazer algo tão terrível que ela não aceita receber a alcunha de heroína?

Jack é questionado pela acusação se ele ama a acusada, e ele responde: "não. Não mais". Mas ao mesmo tempo ele parecia muito emocionado.

No final, a acusação perde sua principal testemunha (era a mãe de Kate), e Kate consegue um acordo, mesmo a contra-gosto do seu advogado, onde ela fica em condicional por 10 anos, e não pode deixar o estado. Kate aceita, com o argumento de "eu tenho um filho para criar, não vou a lugar nenhum".

Quando Kate está deixando o tribunal pela porta dos fundos, e se encontra com Jack, que a parabeniza pela vitória, e pergunta se eles poderiam tormar um café. Ela pergunta se ele gostaria de ver o filho dela, e ele nega. Ela responde então que enquanto ele não pude ver o filho dela, eles não poderão tomar café juntos, e parte.

De novo, vemos que o filho de Kate possui uma grande importância para outro personagem da série, Jack, que parece evitá-lo.

Durante todo episódio somos levados a pensar por uma determinada linha, que Kate realmente ficou grávida de James, e que Jack não suporta a idéia dela ter tido um filho com o seu rival. Mas no final, há uma reviravolta completa nesta trama inicial. Não é um recurso novo em canto nenhum, muito menos em Lost. Mas nesta série, este recurso é utilizado com uma maestria sem limites.

Pois, ao chegar em casa e ir ver o seu rebento, Kate fala: "oi, Aaron". Neste ponto, sua cabeça explode. Ao se recuperar, lembramos das palavras dos produtores da série, que Aaron está diretamente à história da ilha, e percebemos então a sua importância, insinuada em vários momentos neste episódio.

Agora vamos especular as consequências desta revelação. Sabemos que Jack e Claire são irmãos. Se Jack não quer ver o próprio sobrinho, e Kate não aceita a alcunha de "heroína", e também não temos notícia de Claire, então só posso pensar que Clarie morreu ou não saiu da ilha, e que o motivo disso foi uma consequência de algo feito por Jack ou por Kate.

Outra coisa que não posso deixar passar é que, diferentemente de Hurley e Jack, a vida de Kate parece ter melhorado, depois de que ela saiu da ilha. Enquanto os dois querem voltar, ela tem um excelente motivo para ficar. Isso é até irônico, pois de todas as pessoas da ilha, ela seria a única que poderia perder algo (a liberdade), mas aconteceu justamente o contrário, e ela foi a que mais ganhou com a saída da ilha.

Para fazer o download do arquivo bittorrent do episódio, clique aqui.

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